O banco letão onde 98% dos clientes são portugueses

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 14, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    PrivatBank

    O banco letão onde 98% dos clientes são portugueses


    14/11/10

    Há três anos o PrivatBank abriu em Portugal a primeira sucursal fora do antigo espaço soviético.

    Três salas, paredes brancas, nada que salte à vista, luxos zero. "Não somos daqueles que gastam muito. Preferimos distribuir os nossos ganhos com os clientes e para isso investimos menos na publicidade, no luxo, na frota automóvel e nos escritórios". Marika da Silva - "Marika" da parte letã, "da Silva" dispensa apresentações- vai explicando como o banco que gere em Portugal consegue oferecer as melhores taxas de juro em depósitos do mercado nacional.
    O PrivatBank abriu o primeiro balcão ao público, fora do antigo espaço soviético, em 2007, e precisamente em Portugal. Porquê? "Porque fica no ponto oposto e também porque já tínhamos ouvido falar muito da SIBS", diz Marika. O "ponto oposto" foi assim a rampa de lançamento perfeita para a Europa, onde hoje o banco se prepara para abrir sucursais em Itália, Alemanha, Espanha e Grécia.
    Quando há três anos rumaram da Letónia a Portugal, a estratégia era clara: "Seguir emigrantes. Eles tinham necessidade de fazer transferências rápidas de uma conta cá para a Letónia, a Ucrânia ou a Rússia", países onde o PrivatBank já estava presente. Mas, ao passo que em 2005 o número oficial de emigrantes destas latitudes rondava os 260.000, hoje restam pouco mais de 80.000. Ou seja, houve necessidade de readaptar a estratégia, e "poupança" passou a ser a palavra de ordem. Em Julho de 2008, o PrivatBank oferecia taxas anuais brutas de 6,5%, quando a concorrência não ia além dos 5,55%. Hoje, oferece 4,25%, quando a concorrência não vai além dos 4%. Assim se compreende que 98% dos seus clientes sejam hoje portugueses. E Marika da Silva assegura: "Esta bandeira de poupança através do nosso próprio exemplo é para continuar".
    Quem a ouve, acredita. Marika parece ser uma mulher simples: fala pausadamente num português quase perfeito, os olhos azuis tranquilos acompanham o tom. Chegou a Portugal em 1996, com 28 anos. Da Letónia trouxe um curso de gestão. Aqui estudou língua e cultura portuguesa, em Coimbra. "Aprendi a conhecer os portugueses através da poesia", conta. Vai falando dos seus professores em Coimbra, da alma portuguesa e de D.Sebastião, dos negócios internacionais que já desenvolvia na Letónia com a Dinamarca e a Rússia, e de como, no início, quando ainda não falava o português, tentou enviar curriculums em inglês, sem sucesso. Dela transparece acessibilidade. Este é, aliás, mais um dos factores de sucesso do PrivatBank.
    "Sempre que possível, conheço pessoalmente cada um dos nossos clientes", conta. E vai explicando: "Não queremos copiar os outros bancos.
    Temos o nosso método de trabalho muito particular, queremos ser acessíveis aos nossos clientes: podem telefonar, perguntar, não é o ‘call-center' que vai responder. Passam directamente a chamada para o gestor ou se tiver alguma dúvida mais complicada, pode falar directamente comigo. É esse tipo de serviço que queremos manter". Ou seja, "não queremos ser um supermercado", mas algo mais próximo da loja da D.Ana, onde sabe que há aquele produto e será atendido de forma simpática.
    Uma estratégia que tem dado frutos: nos últimos 12 meses o PrivatBank duplicou o número de clientes- que o banco não divulga- que vão chegando pelo "boca a boca". E não só: "Esta é uma oportunidade única de agradecer aos bloggers. Mesmo os que não foram simpáticos, foram bons porque deram a conhecer o PrivatBank".

    Principais serviços
    - Serviço de transferências rápidas para emigrantes e depósitos a prazo, com taxas até 4,25%.
    - Serviço cliente VIP com depósitos a partir de 10.000 euros.
    - PrivatBusinessClub, um serviço que permite o acesso a uma lista de potenciais parceiros de negócios, para os clientes e/ou empresas portuguesas que pretendam expandir a actividade para países como a Ucrânia, Rússia, Letónia ou Geórgia.
    - O PrivatBank tem duas agências em Lisboa e uma no Porto. Para breve está a abertura em Vilamoura e no Funchal. O banco prepara-se também para começar a trabalhar com crédito à habitação.



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