O melhor e o pior daquele que é o Orçamento mais austero de sempre

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    O melhor e o pior daquele que é o Orçamento mais austero de sempre


    É possível encontrar-se boas medidas num Orçamento que foi feito em "estado de necessidade" e que fica para a História como o mais castigador de sempre para as famílias portuguesas? Os especialistas encontraram algumas. Boas e más, para não se falar só dos sacrifícios que estão para vir.



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    João Amaral Tomás
    Mediador do crédito e ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

    O melhor
    A renovação dos incentivos à investigação e desenvolvimento e a remuneração convencional do capital são boas surpresas. Uma forma adicional de ajudar os exportadores seria diminuir ainda mais os prazos de reembolso do IVA.

    O pior
    A exigência de intervenção obrigatória de um Revisor Oficial de Contas (ROC) para certificar os prejuízos das empresas, uma regra que afectará sobretudo as Pequenas e Médias Empresas que não têm ROC e queiram deduzir prejuízos em sede de IRC.







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    Luís Filipe Pereira
    Presidente da Comissão Executiva da Efacec e ex-ministro da Saúde

    O melhor
    O compromisso do Estado de pagar a 60 dias aos seus fornecedores é óptimo para as empresas, desde que seja cumprido. Destaque ainda para a manutenção das taxas do IVA no cabaz alimentar, essencial para as famílias.

    O pior
    Este é um Orçamento do Estado feito em estado de necessidade e que só olha para onde ir buscar dinheiro. Não há uma estratégia. Falta assegurar o crescimento económico e dar às empresas condições para crescerem.







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    Jaime Esteves
    "Partner" da Pricewaterhousecoopers

    O melhor
    É um Orçamento que consegue um aumento da receita fiscal. "Porque tem mesmo de ser, por muito que doa às famílias e porque fazê-lo por via das empresas retiraria ainda mais competitividade à economia".

    O pior
    A despesa vai ser reprimida, mas não vai haver uma redução efectiva, o que significa que as coisas "vão rebentar por algum lado". Negativo é também o aumento do IVA, um imposto cego, regressivo, que se reflecte nos cabazes alimentares.









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    José António Barros
    Presidente da Associação Empresarial de Portugal

    O melhor
    O agravamento da carga fiscal para as famílias é uma fatalidade, mas o contrário, penalizar mais as empresas, a prazo seria pior. Os incentivos dados à recapitalização das empresas são igualmente de apoiar.

    O pior
    A insuficiência de apoios à economia em geral e às empresas em particular. No caso das empresas exportadoras, o Orçamento do Estado é quase omisso.










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    Luis Nazaré
    "Partner" da Gestíssimo

    O melhor
    O compromisso do Estado de pagar a 60 dias aos seus fornecedores, se for cumprido. É importante que as autarquias sejam também sujeitas a esta obrigação.

    O pior
    A desmotivação que deve grassar entre os funcionários públicos. Além de cortar salários, proibem-se promoções e bónus, o que retira qualquer incentivo ao mérito.












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    David Ferreira
    "Tax Director" da sonae

    O melhor
    O facto de se ter recuado no agravamento das taxas de IVA para os produtos alimentares.

    O pior
    As famílias saem muito sobrecarregadas com esta proposta de Orçamento. As alterações às regras de eliminação da dupla tributação económica são também penalizadoras.











    in JNeg
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Medidas de austeridade "só poderão desaparecer quando houver uma consolidação orçamental"

    Medidas de austeridade "só poderão desaparecer quando houver uma consolidação orçamental"


    "O meu cenário é que Portugal vai conseguir cumprir em 2010 e 2011 os défices orçamentais previstos", disse hoje o antigo director-geral dos Impostos.


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    O vice-presidente do BCP, Paulo Macedo (à esquerda na foto), está convencido que o Governo conseguirá alcançar as metas do défice público definidas para este ano e para o próximo ano, realçando que os investidores internacionais vão seguir atentamente a execução orçamental portuguesa.

    "O meu cenário é que Portugal vai conseguir cumprir em 2010 e 2011 os défices orçamentais previstos", disse hoje aos jornalistas o antigo director-geral dos Impostos, à margem da conferência "Finanças Públicas e Banca, Perspectivas para 2011", organizada pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade Técnica de Lisboa.

    O Governo português estipulou que as metas do défice são de 7,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 e 4,6% do PIB em 2011.

    Sobre uma eventual melhoria das expectativas do mercado acerca da consolidação das contas públicas portuguesas, o banqueiro sublinhou que "se a execução orçamental for positiva, isto é, se Portugal cumprir o Orçamento do Estado conseguindo atenuar as medidas recessivas, designadamente através de uma procura externa, claramente isso vai espoletar um comportamento positivo nas expectativas do mercado", considerou.

    "As pessoas primeiro queriam ver o que acontecia em termos de medidas orçamentais, mas agora querem uma segunda coisa, a execução dessas medidas orçamentais e ver como é que Portugal vai compatibilizar isso com o crescimento económico", afirmou Paulo Macedo.

    Segundo o responsável, "as receitas adicionais que tiveram que ser criadas só poderão desaparecer quando houver, de facto, uma consolidação orçamental. Não vale a pena pensar que este tipo de receitas se poderá manter apenas por um ou dois anos se, em termos gerais, não houver uma consolidação orçamental".

    Já no que toca à possibilidade de haver nova mexida em alta nos impostos, Paulo Macedo disse não esperar novas medidas do lado da receita, mas frisou que "a permanência das actuais vai depender muito do comportamento do défice".





    in JNeg
     
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