Onde estão os parques de estacionamento mais baratos

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 14, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Tarifas

    Onde estão os parques de estacionamento mais baratos


    14/11/10

    Descubra os parques de estacionamento que cobram as tarifas mais altas e as mais baratas.

    Os preços do estacionamento são uma das queixas mais comuns dos automobilistas. E o certo é que são poucos os que ainda não foram surpreendidos com contas acima de cinco euros por pouco mais de duas horas num parque em Lisboa ou no Porto. Ou que pagaram mais de um euro por cerca de meia hora.
    Mas se estes valores são altos, acredite que podiam ser ainda mais. O presidente da Associação Nacional de Empresas de Parques de Estacionamento (ANEPE), António Cidade Moura, acredita que a maioria dos parques de estacionamento, tanto privados como públicos, não são rentáveis, porque as tarifas que cobram não pagam o investimento realizado na construção. "Cerca de 90% dos parques de estacionamento têm tarifa abaixo do mercado. Enquanto em Lisboa se paga 1,20 euros por uma hora, em Madrid pagam-se três euros", adiantou aquele responsável.
    Só os parques mais caros é que são rentáveis, mas também porque estão localizados em zonas onde existe uma maior afluência e uma maior rotatividade, realça António Cidade Moura. Caso contrário, mesmo sendo caros podiam nunca chegar a ser rentáveis, como é o caso do parque das Portas do Sol (junto ao Castelo de São Jorge, em Lisboa), gerido pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL).
    Um espaço com preços elevados (4,70 euros por um período de duas horas pelas contas do Diário Económico), mas pouca afluência quando comparado com os parques da Praça do Município, Restauradores, Praça da Figueira, Largo de Camões ou Aeroporto, também em Lisboa. Ou os parques Dom João I e Praça de Lisboa, no Porto. Todos eles, os mais caros e mais rentáveis das duas pricipais cidades do país e todos eles geridos por empresas privadas.
    Isto porque o estacionamento gerido por empresas públicas, neste caso municipais, é normalmente o dos parquímetros à superfície. Em Lisboa, por exemplo, são poucos os parques da EMEL. E, excluindo os que ficam na zona da Baixa - como o da Calçada do Combro ou do Parque Mayer - todos praticam preços dentro da média do mercado, entre 2 e 3 euros por duas horas de permanência.
    "À medida que se afastam das zonas de influência, os preços descem", diz António Cidade Moura, referindo o parque da Fertagus, em Cacilhas, onde se paga 1,10 euros por dia. Ou ainda o Silo Alvalade, junto ao metro do Campo Grande, onde uma avença mensal (excepto nos dias de jogo no Estádio de Alvalade) custa 35 euros. Os parques junto ao rio e às estações de comboio também estão entre os mais baratos. Além disso, "todos os parques que são concessões municipais [e que podem ser geridos por privados] têm limites de tarifas que estão estabelecidos nos contratos", relembra o presidente da ANEPE.

    Lugares custam 20 mil euros

    Construir um parque de estacionamento subterrâneo tem uma vantagem: não se paga o terreno porque, por estar no subsolo, não tem valor comercial. Contudo, nem por isso a construção fica barata. "Temos de desviar as infraestruturas, como as condutas de água, luz e gás e ainda temos de repor a superfície e isso é caro", disse António Cidade Moura, acrescentando que construir um lugar de estacionamento no subsolo - com cerca de 30 metros quadrados (m2) - custa entre 15 a 20 mil euros, ou seja, um total de 500 euros por m2.
    Na superfície, os investimento necessário é ainda mais alto, apesar da construção ficar em cerca de 400 euros por m2. "Um parque é rentável onde há procura e, por isso, onde os terrenos são mais caros. Em Lisboa, um terreno custa 1.000 euros/m2 e a isto ainda têm de se juntar os 400 euros/m2 da construção, o que dá cerca de 42 mil euros por cada lugar construído".

    Os principais ‘players'

    Emparque

    É a principal empresa privada de estacionamento em Portugal e o quarto operador europeu, depois de há dois anos ter comprado o maior operador espanhol. Conta com mais de 70 mil lugares de estacionamento em operação e é das poucas empresas do sector a ter lucro. Até porque é a Emparque que gere os parques dos Restauradores, Camões e Aeroporto, em Lisboa. Na capital, a maior parte dos parques são desta empresa cuja génese é a empresa de construção A. Silva e Silva.

    SabaPortugal

    Participada da Saba, é empresa do grupo espanhol Abertis para a gestão de parques de estacionamento. Há cerca de três anos comprou a SPEL, empresa do grupo Sonae que geria parques como o do Colombo, em Lisboa ou o Silo Auto, no Porto. Hoje é a maior empresa de parques de estacionamento no Porto, mas actua ainda em Lisboa, Viseu, Leiria, Portimão e Matosinhos. Conta com mais de 17 mil lugares e gere um dos parques mais caros do Porto, junto à Torre do Clérigos.


    Mercado dos parques

    - Emparque, SabaPortugal, SIENT, BragaParques, CPE e EMEL são os principais ‘players' em Portugal.
    - Empresas que, segundo a ANEPE, equilibram um negócio não rentável com as avenças mensais e anuais, as promoções e com os parques onde apenas fazem prestação de serviços, ou seja, onde não investiram na construção.
    - A construção é o factor mais caro, mas ainda é preciso juntar entre 400 a 700 euros anuais de custos de operação. O que significa que, para ter um retorno a 20 anos, seria preciso gerar dois mil euros anuais por cada lugar.



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