Ouro supera 1.400 dólares

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Matérias-primas

    Ouro supera 1.400 dólares

    08/11/10

    Os metais preciosos estão hoje a bater recordes, com os investidores à procura de investimentos alternativos ao dólar e ao euro.

    O ouro atingiu hoje os 1.407,20 dólares por onça, no mercado de Nova Iorque, com os investidores a procurar investimentos alternativos a divisas.
    No mercado cambial, o euro segue em queda face ao dólar, com um deslize de 0,61% para 1,394 dólares, devido aos receios renovados em relação às dificuldades que os governos da zona euro terão para garantir as suas obrigações junto dos credores.
    Este ano, o preço do ouro já subiu 30% a caminha para o décimo ano consecutivo de subidas.
    "Ninguém quer ter divisas neste momento. Os grandes investidores estão à procura do ouro como um investimento alternativo", explicou Adam Klopfenstein, estratega de mercados na Lind-Waldock, em Chicago, à Bloomberg.
    "O ouro vai beneficiar com qualquer sinal negativo no mercado de dívida", notou, por seu turno, Mattew Zeman, operador de metais no LaSalle Futures, acrescentando que "o ouro vai continuar a ser comprado porque ninguém acredita que o dólar possa suportar uma subida significativa".
    Também a prata para entrega em Dezembro seguia em alta de 2,9% para 27,51 dólares por onça, depois de ter atingido os 27,52 dólares durante o dia, o valor mais elevado desde Março de 1980.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ouro supera os 1.400 dólares por onça pela primeira vez na história

    Ouro supera os 1.400 dólares por onça pela primeira vez na história


    O metal amarelo continua a ganhar terreno. Nem a valorização do dólar trava a tendência de subida.


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    As cotações do ouro atingiram hoje um novo máximo histórico nos mercados internacionais, a superarem os 1.400 dólares por onça. O metal precioso, em alta pelo 10º ano consecutivo, continua a ser impulsionado pelos receios de que a criação de empregos nos EUA não seja duradoura. Se isso acontecer, o crescimento desacelera, porque as famílias gastarão menos.

    Em contrapartida, se houver crescimento - impulsionado também pelas novas medidas de estímulo da Fed -, as pressões inflacionistas podem começar a ser uma constante.

    O ouro tem estado assim a reafirmar o seu estatuto de valor-refúgio, até mesmo paradoxalmente, pois se há quem esteja a comprar este metal precioso como cobertura contra uma eventual inflação, também há quem esteja a investir nele como segurança perante uma desaceleração do crescimento económico mundial. Isto porque o ouro funciona simultaneamente como uma matéria-prima e como uma moeda.

    O contrato de Dezembro do ouro segue a ganhar 0,3% para 1.402 dólares por onça no mercado de futuros nova-iorquino, acumulando uma subida anual em torno dos 30%.

    Em Londres, o ouro para entrega imediata (mercado “spot”) avançou também para um recorde, ao tocar nos 1.402,10 dólares.

    O preço do metal precioso esteve a ceder terreno durante a manhã, devido à valorização da moeda norte-americana face ao euro, pois quando a nota verde se aprecia, os activos denominados em dólares ficam menos atractivos como investimento alternativo.

    No entanto, as incertezas em torno da dívida pública dos países mais endividados da Zona Euro levaram os investidores a comprar ouro para se protegerem contra possíveis incumprimentos. Recorde-se que os juros da dívida soberana de alguns dos chamados países periférios da Zona Euro têm estado a disparar, tendo hoje já atingido um máximo histórico em Portugal.

    Os receios em torno de possíveis incumprimentos e de os credores poderem ter de suportar encargos com a dívida pública – proposta hoje aprovada pela coligação de Angela Merkel na Alemanha e que será levada a debate no Ecofin da próxima semana – estão a intensificar o estatuto de valor-refúgio do ouro.

    Padrão-ouro?


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    Um factor que está também hoje a centrar as atenções no mercado do ouro reside na entrevista – hoje publicada - que o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, deu ao “Financial Times”. Segundo este responsável, as principais economias deveriam ponderar a hipótese de voltar a um sistema de padrão-ouro, com alterações, de forma a terem uma orientação para os movimentos cambiais.

    Zoellick sugeriu que fossem incluídos o dólar, euro, iene, libra esterlina e yuan, afirmando que o ouro deveria ser usado como referência internacional para as expectativas em torno da inflação, deflação e futuros valores das divisas. Apesar de esta proposta estar longe de ser implementada nesta fase, o certo é que reforça o papel de refúgio do ouro contra as flutuações das moedas, salienta o “Proactive Investors US & Canada” – website para investidores, gerido por investidores.

    Schroders diz que ouro tem potencial para subir ainda mais

    Paul Duncombe, responsável pelo departamento de soluções de investimento multi-activos da Schroders, relembra numa nota de análise que a nova ronda de medidas de estímulo anunciada na semana passada pela Fed tem estado a impulsionar o ouro - cujo ganho pelo 10º ano consecutivo faz com que se trate da mais longa série de subidas em quase um século.

    O metal amarelo, sublinha o estratega, tem estado a ter um desempenho superior ao das acções e obrigações globais, bem como ao da maioria das restantes matérias-primas. "Em tempos de incerteza, nada brilha tanto como o ouro", salienta Duncombe.

    "No entanto, numa altura em que o ouro ganha a medalha de um dos activos com melhor 'performance' da última década, muitos investidores começam a recear que esta implacável subida dos preços esteja a levar o metal precioso para território de 'bolha', refere o gestor, mas realçando também que "nestes tempos de incerteza, o ouro poderá ser uma das poucas classes de activos com potencial para valorizar um pouco mais".




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