Portagens - Empresários galegos acusam Governo de ter metido a "pata na poça"

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 4, 2010.

  1. JuizDidi

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    Empresários galegos acusam Governo de ter metido a "pata na poça"

    Económico com Lusa
    04/11/10

    O Governo português sabe que errou ao obrigar os estrangeiros a comprar um dispositivo para poderem circular nas antigas SCUT, disse hoje o presidente da Câmara de Comércio de Vigo.

    "O governo português sabe que meteu a pata na poça e está à espera que o repreendam", afirmou García Costas, numa conferência de imprensa de três associações empresariais galegas que contestam o sistema de portagens implementado nas antigas SCUT portuguesas.
    Para o empresário, será Bruxelas que irá acabar com o sistema de cobrança de portagens imposto pelo Governo português, porque "qualquer cidadão europeu com moeda de curso legal tem de poder pagar em dinheiro".
    Na conferência de imprensa, o presidente da Confederação de Empresários de Pontevedra (CEP), José Manuel Fernández Alvariño, anunciou que será recebido segunda-feira pelos eurodeputados espanhóis Luís de Grandes e Francisco Millán Món, ambos do Partido Popular.
    "Espera-se uma resposta de Bruxelas a favor da posição dos empresários de Pontevedra antes do final de Novembro", refere a CEP, em comunicado enviado à agência Lusa, a propósito da queixa apresentada por associações empresariais galegas contra o sistema de portagens português.
    Para Fernández Alvariño, a decisão do Governo português "é um erro político e económico", pela "discriminação" e "perda de competitividade" que sofrem os empresários galegos em relação aos portugueses.
    O presidente da Câmara de Comércio de Tui, Gumersindo Alonso Gestoso, considerou "curioso" que a lei portuguesa obrigue a comprar um dispositivo electrónico para se circular em auto-estradas, mas permite à GNR aceitar o pagamento de multas em dinheiro ou cartão de crédito.
    Até hoje, as associações empresariais galegas não têm conhecimento de qualquer multa cobrada pelas autoridades portuguesas, mas têm os seus serviços jurídicos preparados para recorrer logo que apareça alguma sanção.
    "Estou convencido de que se me obrigam a pagar una sanção e recorro, vou ganhar", afirmou García Costas, depois de confessar que passou na A28 sem dispositivo electrónico.



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