Portugal tem de pagar 19,7 mil milhões até Junho

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 7, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


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    Portugal tem de pagar 19,7 mil milhões até Junho

    07/11/10

    Analistas estão preocupados com o valor de dívida que Portugal terá de refinanciar na primeira metade de 2011.

    Os juros da dívida nacional bateram máximos históricos esta semana, mas o mercado teme que o primeiro semestre do próximo ano seja ainda mais difícil.
    De acordo com dados do IGCP, Portugal tem de pagar obrigatoriamente aos credores 25,6 mil milhões de euros em Obrigações e Bilhetes do Tesouro que vencem em 2011, sendo que 19,7 mil milhões serão até Junho. Mas o contexto político que Portugal vai viver nesses primeiros meses do ano, com o Presidente da República inibido de convocar eleições até Março, quando toma posse, poderá alimentar o nervosismo dos mercados, o que seria fatal para o País e aumenta os riscos de ser necessário recorrer à ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.
    Portugal além de emitir dívida para financiar estes títulos cuja maturidade vence em 2011, terá de fazer face às suas necessidades líquida de financiamento que, no próximo ano, ascendem a 10,74 mil milhões de euros, dos quais 10,51 mil milhões são para financiar o défice, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano. O que tornará a dependência dos mercados internacionais ainda maior.
    Segundo o FMI, 15,5% da riqueza gerada em Portugal no próximo ano terá de ser utilizada a pagar empréstimos, acima dos 11,6% do PIB utilizados este ano para amortizar dívida. O Fundo considera o valor "elevado".
    "A execução do Orçamento e o reinicio das pressões de financiamento em 2011 deverão pesar nos ‘spreads'", referiram ontem numa nota aos clientes os analistas do Nomura. Por isso, o banco recomenda cortar a exposição a dívida nacional, apesar de reconhecer que a escalada dos juros esta semana foi exagerada, "particularmente agora que o OE foi aprovado". Também o Citigroup avisou, num relatório divulgado ontem, que "as significativas necessidades de financiamento colocarão pressão em todos os emitentes que estarão activos" no primeiro semestre.



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