Problema da Irlanda é mais grave que o de Portugal

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 14, 2010.

  1. JuizDidi

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    Cavaco

    Problema da Irlanda é mais grave que o de Portugal

    Económico com Lusa
    14/11/10

    Cavaco escusou-se hoje a fazer "previsões públicas" sobre as pressões para a Irlanda pedir ajuda à União Europeia e ao FMI.

    "Há muito tempo que eu afirmei que o problema da Irlanda era muitíssimo mais grave que o português, alguns na altura até me criticaram, devido à crise que atinge o sistema bancário irlandês e que não é o caso português", afirmou o chefe de Estado, quando questionado sobre as pressões que estão a ser feitas à Irlanda.
    Por isso, realçou, há uma "clara diferença" entre o sistema bancário português, que não tinha os chamados "activos tóxicos" ou "maus activos", e o caso irlandês.
    "Por isso, essa é matéria em relação à qual eu não devo fazer previsões públicas, porque é sabido que neste momento a situação da Irlanda está a afectar negativamente a situação de Portugal junto dos mercados financeiros internacionais", acrescentou.
    Cavaco Silva defendeu, por isso, que há que aguardar para ver o que acontece nos próximos dias, insistindo na complexidade da situação irlandesa.
    "Sei muito bem que a situação da Irlanda devido ao sistema bancário é bastante, bastante complexa", disse Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final das cerimónias de inauguração de dois colégios privados na zona do Parque das Nações, em Lisboa.
    Cavaco acha normal que Timor-Leste compre dívida portuguesa
    Questionado sobre as declarações do Presidente timorense, José Ramos-Horta de que Timor-Leste poderá vir a comprar, em breve, títulos de dívida pública portuguesa, Cavaco disse que a perspectiva não o "choca".
    "Segundo o Presidente Ramos-Horta me explicou várias vezes, existe o Fundo do Petróleo onde estão reservas para o futuro de Timor relativamente às concessões que foram feitas e estão a ser feitas muitas aplicações por parte desse Fundo, penso que muitas nos Estados Unidos", recordou.
    Por isso, acrescentou, não o "choca" que pudessem fazer "aquisições na Europa e também aquisições em Portugal".
    Cavaco sublinhou, contudo, que tal "não significa que Portugal esteja de mão estendida".
    "Por esse mundo fora existem muitos fundos soberanos, que fazem aplicações, aplicações que pode ser em dívida pública, que podem investimentos, podem ser ações do Tesouro norte-americano", enfatizou.
    Por isso, sustentou, alguns desses fundos soberanos procuram fazer também aplicações nos países do Sul.
    "Não me surpreende que queiram fazer aplicações em Portugal", acrescentou o Presidente da República, que falava aos jornalistas no final das cerimónias de inauguração de dois colégios privados na zona do Parque nas Nações, em Lisboa.
    Interrogado sobre se alguma vez o Presidente Ramos-Horta já tinha falado consigo sobre a possibilidade de Timor-Leste comprar títulos da dívida pública portuguesa, Cavaco Silva lembrou que o seu homólogo esteve há pouco tempo em Portugal, mas na altura apenas falou na possibilidade de fazer aplicações em "empresas".
    "Almoçou comigo e também com alguns empresários portugueses e ele, em declaração pública, disse que estava interessado em que o Fundo de Petróleo de Timor pudesse fazer aplicações em Portugal, nessa altura referiu empresas", adiantou.



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