PSP sem tempo para testar viaturas para Cimeira da Nato

Discussão em 'Nacional (Notícias)' iniciado por JuizDidi, Novembro 7, 2010.

  1. JuizDidi

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    Segurança

    PSP sem tempo para testar viaturas para Cimeira da Nato


    07/11/10

    Os sindicatos avisam que a entrega de alguns equipamentos está atrasada e não terão tempo de fazer formação.

    As forças de segurança não vão ter tempo para se "familiarizar" com alguns equipamentos especiais que irão dispor para a cimeira da NATO porque estes chegarão "claramente em cima da hora". A denúncia é feita pelo presidente da Associação Sindical de Profissionais de Polícia, Paulo Rodrigues, ao Diário Económico, e junta-se aos atrasos na legislação que prometem condicionar o trabalho das polícias durante o evento internacional, que se realiza de 19 a 20 deste mês.
    Por estas "e muitas outras razões", os maiores sindicatos das principais forças de segurança exigiram esta semana ser recebidos por José Sócrates até ao dia 18 de Novembro, caso contrário recorrerão a "outras formas de protesto". Um ultimato que pode conduzir à greve de zelo que tem sido difundida entre os agentes através de SMS. Ontem, Paulo Rodrigues garantia que ainda não tinha sido recebida nenhuma resposta do gabinete do primeiro-ministro, mas referia que "um dos assessores" de Sócrates comunicou à Comissão Coordenadora Permanente, através de quem foi enviada a missiva, que só ontem (sexta-feira) o pedido chegaria ao primeiro-ministro. "Esperamos ter uma resposta durante a próxima semana", reconhece Paulo Rodrigues.
    Contactado pelo Diário Económico, o gabinete do primeiro-ministro remete qualquer explicação relacionada com as polícias para o gabinete do ministro da tutela, Rui Pereira. O sindicalista acusa ainda o ministro das Finanças de estar "até à última hora para desbloquear as verbas para a cimeira da NATO", o que vai provocar problemas às polícias. "Há equipamentos que obrigariam a formação especial, nomeadamente viaturas tácticas e anti-balísticas, modificadas para permitir manobras perigosas e maior velocidade, que vão chegar aos polícias em cima da hora".
    Também as faltas de legislação preocupam as forças de segurança. O Ministério da Administração Interna ainda não suspendeu o despacho que admite e protege a participação em manifestações de grupos de cara tapada, nem enviou à Comissão Nacional de Protecção de Dados os pedidos para redução temporária da privacidade das pessoas em algumas zonas, através da utilização de câmaras de videovigilância. Duas falhas que Paulo Rodrigues diz colocarem em causa a actuação das polícias e que, mesmo que não tenham implicações no trabalho durante a cimeira, podem provocar "problemas legais posteriores às forças", acusa. O Diário Económico tentou obter esclarecimentos sobre estes atrasos junto do ministério de Rui Pereira, mas até à hora de fecho desta edição não obteve qualquer resposta.



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