Risco de Portugal volta a superar a fasquia dos 6%

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 2, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Bolsa

    Risco de Portugal volta a superar a fasquia dos 6%


    Acordo entre Governo e PSD provoca reacções opostas nos mercados


    02/11/10

    Risco de Portugal volta a superar a fasquia dos 6% mas bolsa resiste e supera os 8.100 pontos.

    A primeira reacção dos mercados ao acordo alcançado entre o Governo e o PSD sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2011 não podia ter sido mais díspar. Se os indicadores de risco voltaram a agravar-se, invertendo as quedas registadas ao início do dia, no mercado bolsista o PSI 20 continua a negociar em máximos de seis meses ao superar a barreira dos 8.100 pontos
    O arranque do dia nos mercados de dívida parecia antecipar uma reacção positiva. No entanto, a meio da tarde, a tendência de queda inverteu-se e os indicadores de risco de Portugal agravaram-se. Reflexo da percepção de risco dos investidores, o juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos seguia a subir para os 6,075%, o valor mais elevado desde o passado dia 13 de Outubro e que compara com os 5,934% registados no fecho de sexta-feira. Ao mesmo tempo, o diferencial entre as Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos portuguesas e as ‘bunds' alemãs com a mesma maturidade, indicador conhecido por ‘spread', avançava para os 361,6 pontos, mais de 20 pontos base acima dos 343,4 pontos registados na sexta-feira e apenas superados pelos 375 pontos alcançados a 14 de Outubro passado.
    No mesmo sentido, os ‘credit default swaps' - espécie de seguro contra o incumprimento - das Obrigações do Tesouro a 5 anos portuguesas agravaram-se em 11 pontos para os 390,38 pontos, a terceira maior subida no mundo. Na prática, isto significa que por cada 10 milhões de euros aplicados em divida publica portuguesa, os investidores têm de pagar um seguro anual de 390 mil euros.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros cobrados a Portugal agravam-se para 6,15%


    Dívida

    Juros cobrados a Portugal agravam-se para 6,15%


    02/11/10

    O juro e o 'spread' de Portugal voltam hoje a subir, num dia em que o Orçamento começa a ser discutido no Parlamento.

    O juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos sobe para os 6,151%, o valor mais elevado desde o passado dia 13 de Outubro, mantendo a tendência de subida dos últimos dias. Isto apesar do acordo alcançado entre o Governo e o PSD para viabilizar o Orçamento do Estado para o próximo ano. Também os juros das dívidas irlandesa e grega da mesma maturidade agravam-se para 7,047% e 10,728%, respectivamente.
    No mesmo sentido, o diferencial entre as obrigações do Tesouro português a 10 anos e as ‘bunds' alemãs com a mesma maturidade, indicador conhecido por ‘spread', avança dois pontos para 364,9 pontos base.
    Já o preço dos ‘credit default swaps' - espécie de seguro contra o incumprimento - das obrigações do Tesouro a 5 anos portuguesas em três pontos base para os 386,67 pontos, a terceira maior descida no mundo. Na prática, isto significa que por cada 10 milhões de euros aplicados em divida publica portuguesa, os investidores têm de pagar um seguro anual de 386,67 mil euros.
    O Deutsche Bank afirmou ontem, numa nota de análise, que o acordo sobre o Orçamento evitou o pior. Porém, o banco alemão alerta que "alguns pormenores ainda têm de ser definidos e as notícias vindas de Lisboa devem continuar a causar volatilidade [nos mercados] durante algum tempo".
    Além disso, o Deutsche Bank diz esperar uma "troca de palavras violenta" entre o PSD e o Governo na discussão do Orçamento desta manhã, no Parlamento.



    in DE
     
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