Saúde - Buraco no SNS supera 500 milhões de euros

Discussão em 'Nacional (Notícias)' iniciado por JuizDidi, Novembro 4, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Saúde

    Buraco no SNS supera 500 milhões de euros


    04/11/10

    O secretário de Estado da Saúde admitiu hoje no Parlamento o buraco financeiro do SNS ultrapassa os 500 milhões de euros.

    Segundo Óscar Gaspar, foram transferidos para os hospitais mais 385 milhões de euros do que orçamentado. Um valor que resulta do novo modelo de pagamento da ADSE e do facto do Orçamento do Estado de 2010 ter sido apresentado tardiamente.
    Por outro lado, existe uma derrapagem de 150 milhões na rubrica dos medicamentos em ambulatório, que o secretário de Estado justificou com a medida governamental de gratuitidade dos medicamentos para os pensionistas do regime especial.

    Para este ano, o défice estimado do SNS é de 199 milhões de euros, avançou o secretário de Estado. De acordo com os mapas orçamentais apresentados aos partidos da oposição, o Serviço Nacional de Saúde apresentará um saldo positivo de 32 milhões de euros em 2011.




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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Saúde confirma buraco de 500 milhões


    Défice

    Saúde confirma buraco de 500 milhões


    05/11/10

    Ana Jorge estima passar de um défice de 500 milhões para um saldo positivo de 32 milhões em 2011.

    Os mapas da previsão da execução orçamental apresentados aos deputados, a que o Diário Económico teve acesso, revelam o défice estimado do SNS este ano será de 200 milhões de euros. Mas o secretário de Estado da Saúde Óscar Gaspar acabou por "corrigir" o valor, dando razão ao ministro das Finanças que já tinha avançado que a Saúde apresentava um buraco financeiro de 500 milhões de euros.
    Segundo Óscar Gaspar, este ano foram transferidos para os hospitais mais 385 milhões de euros do que orçamentado, justificado pelo novo modelo de pagamento da ADSE e pelo facto do Orçamento de 2010 ter sido apresentado tardiamente. Por outro lado, existe uma derrapagem de 150 milhões na rubrica dos medicamentos em ambulatório, que o secretário de Estado justifica com o aumento das comparticipações de medicamentos vendidos nas farmácias e com a medida de não cobrar os medicamentos para os pensionistas do regime especial.
    Ainda assim, o Ministério da Saúde prevê um saldo positivo do SNS de 32 milhões de euros em 2011. Uma estimativa considerada "irrealista" pelos partidos da oposição, tendo em conta o corte de 6,4% na dotação do SNS e o aumento previsto da procura dos cuidados de saúde. "No ano em que há um corte enorme, o SNS vai ter saldo positivo?" questionou João Semedo. O deputado do Bloco de Esquerda defendeu que "não é possível concretizar este Orçamento se não for à custa do corte de cuidados de saúde". A insinuação não foi exclusiva dos bloquistas e chegou de todas as bancadas parlamentares, levando Ana Jorge a garantir que "a qualidade e quantidade dos serviços prestados não serão afectados".
    Por esclarecer ficou o valor total da dívida do SNS, uma pergunta igualmente levantada por todas as bancadas, mas que a equipa de Ana Jorge deixou por responder. De acordo com João Semedo esta rubrica "desapareceu mesmo" dos mapas porque a dívida dos hospitais-empresa não conta para o apuramento do défice.



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