Sindicato dos bancários confirma adesão à greve do dia 24

Discussão em 'Nacional (Notícias)' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Sindicato dos bancários confirma adesão à greve do dia 24


    Os sindicatos criticam as medidas previstas no Orçamento do Estado para 2011.

    Os sindicados dos bancários do Centro, Norte e do Sul e Ilhas afectos à UGT confirmaram hoje em comunicado que vão aderir à greve geral de dia 24. O pré-aviso já foi entregue dia 19 de Outubro e esta será a primeira vez que o sindicato decide aderir a uma greve geral.

    Em comunicado, os sindicatos explicam as razões e os objectivos que os fazem aderir à greve geral convocada para o próximo dia 24 de Novembro.

    Os sindicatos consideram "perfeitamente inaceitável, a redução dos salários, o congelamento geral das pensões, a redução do rendimento social de inserção (RSI) e do abono de família e de outras medidas que pouco têm a ver com a redução do défice e põem em causa o direito e a efectividade da negociação colectiva" e que contribuem "para maiores desigualdades sociais e fazem sempre dos que vivem do seu trabalho e dos mais pobres os sacrificados pela crise".

    No sector bancário, acrescenta o comunicado dos sindicatos, "as remunerações variáveis (prémios, comparticipação nos lucros e diversos complementos), ainda que não contratualizadas, têm vindo a assumir importância crescente e os trabalhadores, que vivem o seu dia-a-dia a contar com essas remunerações, podem vir a ficar em dificuldades, se estas lhes vierem a ser retiradas de forma unilateral".

    "Todas estas medidas e outras previstas no Orçamento do Estado, a concretizarem-se, penalizam todos os trabalhadores bancários e especificamente um grande conjunto de bancários da CGD, do BP, do BPN, do IFAP, do ITP, do IGCP e do IRHU, no que diz respeito a: redução dos salários entre 3,5% e 10%; congelamento das carreiras e das promoções por mérito e por antiguidade; redução do subsídio de almoço para o valor praticado na função pública; fim da comparticipação nos lucros e, ainda, um aumento de 1% na contribuição para a CGA, em alguns casos".

    Os sindicatos sublinham ainda a situação dos trabalhadores do Banco Português de Negócios, que sofrem uma "dupla penalização" por não verem os "seus salários aumentados como os dos restantes trabalhadores bancários". "Apesar de o banco ter mandatado o Grupo Negociador para o representar em sede negocial, a Administração/Governo recusam-se, de forma prepotente, a actualizar os valores acordados, como se os trabalhadores fossem os culpados da situação a que o banco chegou", refere o comunicado.

    "O incumprimento dos horários de trabalho, para além do escândalo que continua a ser a realização de horas extraordinárias sem que os bancários recebam um tostão, é mais uma forte razão para mostrarmos a nossa indignação no dia 24 de Novembro", acrescentam os sindicatos.




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