Sócrates rejeita remodelação do Governo e recurso ao FMI

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 4, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Primeiro-ministro

    Sócrates rejeita remodelação do Governo e recurso ao FMI


    04/11/10

    Primeiro-ministro garante que vai cumprir os objectivos do OE sem receitas extraordinárias.

    O primeiro-ministro deixou ontem claro que não pretende fazer uma remodelação governamental, como tem sido sugerido até por alguns socialistas e analistas, e afastou a possibilidade de pedir a ajuda do FMI.
    Em entrevista à TVI, José Sócrates garantiu que vai cumprir "exactamente" os objectivos orçamentais para o próximo ano, num recado para os portugueses e mercados financeiros. Sócrates comprometeu--se em executar o Orçamento do Estado e baixar o défice para 4,6% em 2011 sem receitas extraordinárias. Porque, disse, só o cumprimento do Orçamento do Estado "oferece aos mercados uma garantia de que o Governo está determinado em pôr as contas públicas em ordem e em reduzir o défice", disse o chefe do Governo, para quem a aprovação do documento foi "uma boa notícia". José Sócrates acredita que o OE que resultou do acordo com o PSD mantém o "esqueleto" que o Governo delineou: "O essencial do orçamento ficou garantido". Sobre o compromisso de redução da despesa em 500 milhões, o primeiro-ministro garantiu que vai "exigir mais de todos os ministérios" e não recorrer ao aumento da carga fiscal. "Vamos cortar na despesa pública primária", prometeu José Sócrates, para quem a o objectivo do Governo não é impor "cortes" mas sim "tectos, limites" às deduções fiscais.
    O primeiro-ministro voltou a colocar a tónica da governação e das medidas de austeridade tomadas na necessidade de combater a dívida externa: "O que tenho no meu espírito é tirar Portugal do filme negro da dívida soberana".
    Sobre as PPP, Sócrates disse que o Governo iria reavaliar todas as parcerias em curso e de forma mais urgente as que já estão contratadas, mas o chefe do Governo continua defender troço Poceirão- Caia da alta velocidade porque já obteve o financiamento do BEI.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "Não admito recorrer ao FMI"

    Sócrates

    "Não admito recorrer ao FMI"


    "Portugal não precisa de assistência, nem de ajuda para resolver os seus problemas".


    [​IMG]


    José Sócrates colocou de parte a hipótese de recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI). “Portugal não precisa de assistência nem de ajuda para resolver os seus problemas”, afirmou o primeiro-ministro em entrevista concedida à TVI.

    Questionado se concorda com o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, quando este afirmou que Portugal teria que recorrer ao FMI caso os juros da dívida pública superassem os 7%, Sócrates afirmou não concordar “com os que estão sempre a falar no FMI”.

    “Não concordo com os que estão sempre a falar do FMI e não escondem a vontade de que ele venha para o nosso país”, acrescentou o primeiro-ministro.

    Confrontado com hipótese de estar a perder popularidade junto dos portugueses, Sócrates admitiu que “alguns portugueses podem não gostar dele”. Mas acrescentou que faz “tudo para defender os interesses do país e dos portugueses”.

    “Todos os dias há 10 milhões de portugueses a fazer o mesmo que eu: dar o meu melhor”, adiantou.




    in JNeg
     
  3. coxão

    coxão Membro Li-ion

    Traduzindo (de socretês para português):

    Vamos ter remodelação no Governo

    E vamos ter a intervenção do FMI
     
  4. TONY-COIMBRA

    TONY-COIMBRA Membro Digital

    Ñ acredito
     
  5. bitaca

    bitaca Membro Li-ion

    Devia era ser já, assim ainda vamos ter de esperar ate ao fim do ano de 2011 para isso acontecer.
     
  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Governo português repete que FMI não é opção


    Reacção

    Governo português repete que FMI não é opção


    04/11/10

    Silva Pereira descartou um eventual pedido de ajuda ao FMI num dia em que os juros cobrados a Portugal estão perto de valores recorde.

    "Ainda ontem o primeiro-ministro teve ocasião de se referir a essa matéria, excluindo um cenário a qualquer recurso a instrumentos internacionais de apoio ao financiemnto da economia portuguesa, porque a nossa mensagem é a contrária: Portugal está a fazer a sua parte", afirmou Pedro Silva Pereira no habitual ‘briefing' após o conselho de ministros, quando questionado sobre a possibilidade de o Governo recorrer a ajuda da União Europeia e do FMI face à subida dos juros da dívida de Portugal.
    Na mesma ocasião o ministro da Presidência defendeu que "a pressão dos mercados não é exclusivamente dirigida à situação portuguesa", sublinhando que "há um movimento que envolve diversos países que ajudam a compreender que a situação que se verifica no mercado de dívida soberana é uma situação que está muito longe de depender exclusivamente da responsabilidade do Governo ou das medidas de consolidação orçamental que possamos adoptar ou não em Portugal".
    E, insisiu o ministro, "demonstra-se, pelo contrário, de que há causas internacionais nesta crise de dívida soberana dos mercados financeiros e, por outro lado, que há uma dimensão especulativa dessa evolução que não tem ligação nem racionalidade face às medidas de consolidação orçamental que os diferentes países mais expostos na Europa têm vindo a adoptar".
    Para Silva Pereira, "Portugal está a adoptar as medidas de consolidação orçamental que as instituições internacionais e os mercados consideravam indispensáveis, que são reconhecidas como credíveis e adequadas".
    As 'yieds' genéricas das Obrigações do Tesouro a 10 anos não param de subir e atingiram hoje 6,590%, mais 25 pontos base face ao fecho de ontem e o valor mais elevado desde finais de Setembro. O recorde foi atingido a 28 de Setembro, altura em que as ‘yields' superaram os 6,6%.




    in DE
     
Engisat