Soluções e atitude ambiciosa, precisam-se!

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 5, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Soluções e atitude ambiciosa, precisam-se!


    05/11/10 | Luís Filipe Costa




    A crise económica e financeira que hoje vivemos, que não é só portuguesa, é bom lembrá-lo, mas mundial, tem um impacto directo nos serviços de apoio às empresas, e sobretudo às PME, que constituem a quase totalidade do tecido empresarial nacional e mundial.

    É facto assente que a solução da crise passa sobretudo pelo desempenho das empresas, num contexto macroeconómico adverso, em que a actividade económica tem desacelerado à escala global, com particular incidência nos países da OCDE. Neste contexto, o que cabe aos serviços de apoio às empresas fazer?
    Desde logo, responderem a um tempo às necessidades urgentes das empresas, decorrentes das dificuldades determinadas pela conjuntura. A tempos difíceis correspondem soluções de socorro, de resposta cabal a necessidades mais imediatas.
    Mas simultaneamente, é preciso manter e reforçar soluções de continuidade, que não olham para a crise mas existem para além dela.
    As PME, como tenho afirmado repetidamente, são um grupo muito heterogéneo, que comporta uma multiplicidade de situações, que obriga a respostas muito diferenciadas. O ciclo de vida das empresas também obriga a soluções diferentes, com serviços associados e tempos de resposta diferentes. Algumas empresas não sentem a crise, encontram-se em fase de expansão. Outras estão a lutar pela sobrevivência, e outras ainda vão fatalmente desaparecer, e querem apenas valorizar ao máximo os seus activos. Essas últimas representam uma boa oportunidade para empresas em crescimento, que escolhem não se expandir pela via orgânica.
    Por isso, a solução, do lado em que o IAPMEI se encontra, é feita da conjugação de grandes e pequenas iniciativas, de contributo à facilitação da vida das empresas, de encorajamento para os dias difíceis que atravessamos, e de projecção num futuro expansionista que nada tem a ver com a conjuntura.
    Importante, nos momentos difíceis como os que atravessamos, é não perder a cabeça e o rumo, porque ganha quem mantiver o foco no que verdadeiramente representa uma necessidade de mercado. E isso é válido para as empresas e também para os serviços de apoio.
    Nenhuma das medidas no portfólio de serviços do IAPMEI, isoladamente, e nem sequer conjugadamente, resolve a situação de crise e as dificuldades com que as empresas e os cidadãos se debatem. Mas contribuem para um pano de fundo favorável a quem quer e precisa de soluções para ajudar o país a sair da crise. E, num momento em que só se fala de crise, deve também começar a ouvir-se falar mais de oportunidades, e de contributos para a ultrapassar.
    São-nos exigidos sacrifícios a todos, e a uns mais do que a outros. Todos temos responsabilidades no contributo para um futuro mais próspero, uns talvez mais do que outros. Que cada um faça, no papel que lhe cabe, o que lhe compete fazer para resolver a situação difícil em que nos encontramos.
    Baixar os braços e ficar deprimido não faz parte das soluções.


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    Luís Filipe Costa, Presidente do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação




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