Teixeira dos Santos admite recorrer à ajuda da União Europeia

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 15, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Análise BPI

    Países periféricos enfrentam condições adversas de mercado

    15/11/10

    Desde a criação da zona euro até ao eclodir da crise, os países periféricos beneficiaram de um reduzido diferencial de taxa de juro face à dívida alemã, consequência do clima de baixa aversão ao risco nos mercados internacionais.

    A contracção severa da actividade levou os vários Estados a implementar planos de estímulo económico, o que levou a uma deterioração das contas públicas. Ora, a crise financeira levou os investidores a realizarem uma análise de risco mais rigorosa e, em consequência, os países periféricos passaram a sofrer um maior escrutínio por parte destes, vendo o prémio de risco agravar-se.
    Os países periféricos da zona euro que sofreram um maior agravamento do seu prémio de risco soberano foram Espanha, Portugal, Grécia e Irlanda. Todos eles apresentavam situações distintas no período imediatamente anterior à crise, quer em termos de crescimento, quer em termos de sustentabilidade das contas públicas.
    Espanha e Irlanda eram os países em melhores condições. Para além de registarem um robusto crescimento económico ao longo da última década, esta situação coincidiu com a diminuição do rácio de dívida pública em relação ao PIB e um excedente do saldo orçamental. O crescimento evidenciado assentou no sector da construção e foi o rebentar de uma bolha dos preços do imobiliário que afectou com maior relevo a actividade económica, o que foi agravado pela crise internacional. Em consequência, ambos os países viram os seus défices orçamentais dispararem para valores acima de 10% do PIB. Desde então, a evolução das contas públicas e actividade económica tem vindo a divergir. Espanha tem envidado esforços de consolidação orçamental cujos resultados têm sido melhores do que o esperado num contexto de ténue recuperação da actividade económica. Assim, o prémio de risco soberano espanhol tem sido menos penalizado em relação aos restantes países periféricos situando-se próximo de 200 pontos base (pb).
    Por sua vez, a Irlanda tem prosseguido com uma política de drástica contenção na despesa, cujos efeitos têm ficado aquém do desejável devido ao contínuo declínio da actividade económica. Para além disso, devido aos problemas do mercado imobiliário e as práticas menos correctas de algumas IF's na época de boom (particularmente AngloIrish Bank), o sector financeiro registou perdas elevadas tendo sido necessária ajuda pública. Como consequência, o défice orçamental este ano situar-se-á em 32% do PIB (cerca de 20pp correspondentes à ajuda ao sector financeiro), sendo necessário atingir o patamar de 3% até 2014. Os riscos de não atingir as metas propostas prendem-se com um crescimento da economia abaixo do previsto e a possibilidade do sector financeiro originar custos adicionais para o Estado. Estes riscos têm vindo a ser avaliados de forma negativa pelos investidores e o prémio de risco soberano encontra-se acima de 550pb, enquanto que a yield na dívida com maturidade de 10 anos já ultrapassou os 8%. Este aumento também é o reflexo da menor liquidez existente no mercado secundário, uma vez que as necessidades de financiamento irlandesas já se encontram satisfeitas até ao final do 1T11 e não têm existido, por isso, novas emissões.
    A Grécia apresentou um crescimento robusto ao longo da década mas este crescimento foi acompanhado por um aumento do endividamento público (próximo de 100% do PIB antes do eclodir da crise) e o registo de défices orçamentais excessivos. A credibilidade das autoridades também foi abalada quando as autoridades admitiram que as contas nacionais haviam sido forjadas e que os défices seriam superiores ao conhecido. O défice de 2009, após várias revisões, deverá ser fixado acima de 15% do PIB pelo Eurostat, de acordo com o ministro das Finanças. A escalada do custo de financiamento soberano (a taxa de juro exigida a 10 anos pelos investidores atingiu valores em torno de 12%) e restrito acesso aos mercados internacionais fez com que a Grécia recorresse à ajuda bilateral dos seus parceiros da zona euro e do FMI. O montante a conceder totalizará EUR 100 mil milhões, o que permite cobrir as necessidades de financiamento ao longo de, praticamente, 3 anos. Ao longo deste período, as autoridades gregas estarão sobre a supervisão do FMI e da Comissão Europeia e necessitam de efectuar um programa de consolidação orçamental rígido. Este ano, o défice orçamental deverá situar-se em 7.8% e deverá regressar ao patamar de 3% em 2014. O efeito negativo dos cortes na despesa tem mantido a economia em recessão, que deverá continuar em 2011, enquanto que a inflação tem registado níveis elevados, o que permite uma estagnação do PIB em termos nominais, algo favorável para atingir as metas propostas. As taxas de juro no mercado secundário mantêm-se em níveis altos pelo que as autoridades terão que manter os actuais esforços de consolidação para que, finalizado o período de ajuda bilateral, possam aceder novamente a financiamento através do mercado.
    A concessão de ajuda à Grécia foi acompanhada pela criação Facilidade para a Estabilidade Financeira Europeia (FEFE), um mecanismo ao qual os estados-membros podem recorrer caso as condições de financiamento junto do mercado assim o exijam. Quando necessário, o fundo emitirá dívida com garantia dos restantes estados-membros, podendo conceder um empréstimo no montante garantido pelos estados-membros com notação de rating AAA. Ao estado-membro que recorrer ao fundo será cobrado o juro deste empréstimo acrescido dos custos administrativos e um spread adicional. O custo de financiamento global ascenderá, assim, a um valor que se deverá situar entre 7% e 8%, acima dos 5% obtidos pela Grécia. Sendo assim, tendo em conta as restrições de política orçamental e o custo que tal acarreta, novos pedidos de ajuda junto do FMI e dos parceiros europeus deverão ser evitados.
    Ao longo da última década, Portugal apresentou um baixo crescimento económico, não sendo expectável que tal se altere no curto/médio prazo, sendo este um dos principais obstáculos ao equilíbrio das contas públicas, uma vez que o baixo crescimento económico dificulta a captação de receita para fazer face à despesa. Em 2010, o défice deverá situar-se em 7.3% do PIB, meta que só será atingida devido ao recurso a medidas extraordinárias, devido ao crescimento da despesa corrente acima do previsto e à obtenção de receitas não fiscais abaixo das expectativas. A má execução orçamental conjugada com a maior instabilidade política provocada pela dificuldade de obtenção de um acordo em torno do Orçamento para 2011, fez com que os investidores penalizassem o prémio de risco soberano, levando a yield para a dívida com maturidade a 10 anos a ultrapassar os 7%.
    Outro factor que induziu um aumento da aversão ao risco foram as declarações de autoridades alemãs dando conta que a criação de um mecanismo permanente de ajuda a países com dificuldades deveria incluir a possibilidade de os detentores de obrigações virem a partilhar parte das perdas através de um haircut sobre o montante nominal da dívida e/ou a extensão da maturidade da mesma. Esta possibilidade fez com que a percepção de perdas potenciais aumentasse, levando a um aumento do prémio de risco. Contudo, os membros da UEM presentes na reunião do G-20 esclareceram que tais regras só se aplicarão a partir de 2013, o teve uma repercussão positiva junto dos investidores.
    A manutenção da credibilidade e, por conseguinte, do acesso a financiamento nos mercados de dívida pública por parte dos países periféricos irá exigir um forte compromisso das autoridades para com as metas de consolidação propostas. Este compromisso deverá revestir-se, não só, sobre a forma de propostas de medidas credíveis e realistas de política orçamental, como também, numa execução escrupulosa das mesmas. A verificação destes pressupostos deverá permitir uma diminuição da aversão ao risco e do prémio de risco exigido. No entanto, uma diminuição significativa e sustentável deste prémio de risco irá exigir que as autoridades mantenham um equilíbrio das contas públicas conjuntamente com uma trajectória descendente do nível de endividamento no médio/longo prazo.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa estabilizam

    Juros da dívida portuguesa estabilizam


    Na sequência das notícias que dão conta das pressões sobre a Irlanda para recorrer ao fundo de emergência da União Europeia, os juros da dívida pública portuguesa estão pouco alterados face a sexta-feira.


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    Os juros das obrigações soberanas portuguesas estão pouco alteradas face ao fecho de sexta-feira, com o mercado na expectativa sobre a situação da Irlanda, que está a ser pressionada pela Alemanha a recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

    A “yield” das obrigações do tesouro a 10 anos sobe 0,5 pontos base para 6,749%, com os juros a registarem também uma subida ligeira nos restantes prazos. A “yield” das obrigações a 5 anos sobe 10 pontos base para 5,78%.

    Na Irlanda as “yields” estão a recuar de forma ligeira, com o juro das obrigações a 10 anos a descer 1 ponto base para 8,13%. Nos prazos mais curtos a descida a descida é mais intensa, chegando aos 8 pontos na dívida a dois anos.

    Dado que os juros das “bunds” estão também em alta ligeira, o “spreads” de Portugal e Irlanda face à Alemanha estão estáveis face a sexta-feira. O diferencial da “yield” das OT face às “bunds” está nos 420 pontos base, enquanto o “spread” irlandês situa-se nos 560 pontos base.

    No fim-de-semana intensificaram-se as notícias sobre a pressão na Irlanda para o país recorrer ao FEEF.

    “Os contactos com os colegas internacionais continuam para debater as actuais condições do mercado. A Irlanda não fez nenhum pedido para ter ajuda externa", garantiu o porta-voz do ministro das Finanças através de um "email" enviado ontem aos meios de comunicação social.

    Esta declaração surge um dia antes de uma reunião dos ministros das finanças da União Europeia e numa altura em que a Alemanha está a pressionar a Irlanda a pedir ajuda externa. No entanto, o governo de Dublin continua a afirmar que não quer e que não precisa de qualquer ajuda da União Europeia.




    in JNeg
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Salgado critica Merkel e teme eleição de Weber no BCE


    Banca

    Salgado critica Merkel e teme eleição de Weber no BCE

    Económico com Lusa
    15/11/10

    O presidente do BES criticou hoje os posicionamentos da União Europeia, em especial do que chama o "eixo franco-alemão".

    "Cria-nos uma grande incerteza destes posicionamentos da União Europeia, nomeadamente deste eixo franco-alemão, que aparentemente dão uma menor importância aos países do sul", afirmou Ricardo Salgado durante uma conferência da Ordem dos Economistas que decorre hoje em Lisboa.
    O banqueiro lembrou uma medida da comissão de assuntos económicos do Parlamento Europeu, que pretendia "penalizar os bancos que tivessem dívida soberana dos países da Europa do Sul", algo que "cria uma enorme fragilidade porque são os bancos os market makers dos países" em termos de dívida.
    "Esta posição agora da senhora Merkel com a França, eu diria que vem na mesma linha, e se recordam daquilo que aconteceu há uns meses, do senhor Axel Weber que é o governador do Banco Central da Alemanha, que defendia que o Banco Central Europeu não devia intervir no mercado para comprar títulos de divida soberana", afirmou.
    Ricardo Salgado, que se referiu a Axel Weber como "um dos candidatos" à sucessão de Jean Claude Trichet em 2011, deixou ainda mais críticas à posição germânica.
    "Vejam a perspectiva que isto nos traz se este senhor for nomeado para governador do Banco Central Europeu", acrescentou.
    Assim, o banqueiro defende que "seria muito importante que os países da Europa do Sul se organizassem, no sentido de garantir uma maior cooperação", acusando a Alemanha de estar "a olhar mais para o leste europeu e para a Rússia".
    O presidente do BES considerou que a criação da entidade independente de fiscalização das contas públicas é um passo "muito importante" para garantir transparência e que esta deve actuar também por iniciativa própria.
    Ricardo Salgado destacou ainda o crescimento da economia no terceiro trimestre, de 0,4%, algo que diz "ninguém estava à espera" e ainda que um "muito bom sinal" o nível de encomendas à industria, destacando que tem de ser feito um reforço da aposta na internacionalização da economia.



    in DE
     
  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Portugal não pediu ajuda e redução do défice é "apropriada"


    UE

    Portugal não pediu ajuda e redução do défice é "apropriada"

    Económico com Lusa
    15/11/10

    O porta-voz de Olli Rehn sublinha a aprovação do Orçamento português e diz que "tudo o resto é pura especulação".

    O porta-voz do Comissário Europeu dos Assuntos Económicos e Monetários garantiu hoje que Portugal não pediu ajuda para suportar o aumento dos juros da dívida, lembrando que há contactos "regulares" entre Bruxelas e os Estados membros em pior situação orçamental.
    "No caso de Portugal não houve qualquer pedido", disse Amadeu Altafaj Tardio, em conferência de imprensa.
    O jornal 'i' avança, na edição de hoje, que "Bruxelas vai pressionar Sócrates para pedir ajuda ao Fundo Monetário Internacional e ao Fundo Europeu", citando uma fonte comunitária não identificada.
    O porta-voz de Olli Rehn lembrou, a propósito, que recentemente, o Parlamento português votou o Orçamento do Estado para 2011, o que foram "boas notícias" e fizeram aumentar a "credibilidade" em Portugal.
    Para Bruxelas, a redução do défice prevista por Portugal é assim "extremamente apropriada", mas o esforço tem que continuar nos próximos anos.
    "Tudo o resto é pura especulação", sublinhou.
    A garantia é dada depois de insistentes notícias sobre a possibilidade de a Irlanda estar já em conversações com os responsáveis de Bruxelas para activar o Fundo de Estabilização Financeira, o que é, no entanto, desmentido por Dublin.



    in DE
     
  5. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Teixeira dos Santos admite recorrer à ajuda da União Europeia

    O ministro das Finanças admitiu que o risco de recorrer à ajuda internacional é "elevado" devido aos crescentes perigos de contágio.


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    "O risco é elevado porque não enfrentamos apenas um problema nacional. Existem os problemas da Grécia, de Portugal e da Irlanda. Não é um problema só nosso", afirmou Teixeira dos Santos em entrevista ao "Financial Times".

    Nesta entrevista concedida ao jornal britânico, Teixeira dos Santos admite que o risco de Portugal recorrer à ajuda internacional é "elevado" devido aos crescentes riscos de contágio através dos mercados financeiros que temem o alastramento da crise dívida pública europeia.

    O responsável pela pasta das Finanças fez questão de sublinhar que este problema não é exclusivo de Portugal – afecta também a Irlanda e a Grécia - e tem implicações na Zona Euro e na sua estabilidade. "E é por isso que a possibilidade de contágio é maior", disse Teixeira dos Santos ao "Financial Times".

    "Os mercados olham para estas economia em conjunto porque todas fazem parte da Zona Euro. Se não tivéssemos na Zona Euro o risco de contágio era menor", adiantou o ministro das Finanças.

    Com esta entrevista a Teixeira dos Santos, o nome de Portugal volta a estar em destaque na publicação britânica, no mesmo dia em que se avolumam as notícias de que a Irlanda está a ser pressionada para recorrer à ajuda da União Europeia.

    Sobre a Irlanda, Teixeira dos Santos adiantou noutra entrevista à agência Dow Jones que o Governo irlandês deve levar em consideração aquilo que é melhor para a Zona Euro e para o próprio país, sobre a questão de pedir ou não auxílio financeiro à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional.

    "Não quero dar lições ao governo irlandês sobre essa matéria", disse Teixeira dos Santos. "Mas quero acreditar que [as autoridades irlandesas] vão tomar a decisão mais adequada para a Irlanda e para o euro. Creio que eles têm a visão necessária para tomar a decisão correcta".




    in JNeg
     
  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros de Portugal agravam-se nos prazos mais curtos

    Juros de Portugal agravam-se nos prazos mais curtos


    Os juros da dívida pública portuguesa estão a subir de forma acentuada nos prazos mais curtos, com notícias que dão conta das pressões sobre a Irlanda para recorrer ao fundo de emergência da União Europeia.


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    Os custos de financiamento de Portugal estão novamente em subida, depois do forte alívio registado na sexta-feira.

    A taxa a 10 anos está a crescer cinco pontos base para 6,795%, dilatando o “spread" face às “bunds" alemãs para 424 pontos. Um agravamento mais expresivo está a sentir-se nas obrigações com maturidades mais curtas.

    As obrigações do Tesouro a dois anos estão a agravar-se em 12 pontos base, para 4,298%, e a “yield” da dívida a cinco anos está a subir 10 pontos base, para 5,785%.

    O resultado é um “achatamento” da curva de rendimentos (“yield curve”), que em circunstâncias normais deve desenhar uma linha ascendente. O facto de os custos com os prazos mais curtos estarem a subir mais do que nas maturidades mais longas expressa os receios do mercado acerca da solvência imediata de Portugal.

    Irlanda alivia após comunicado do ministro das Finanças

    Na Irlanda as “yields” estão a recuar de forma ligeira, com o juro das obrigações a 10 anos a descer três ponto base para 8,109%. Nos prazos mais curtos, a descida é mais um pouco mais significativa, chegando aos oito pontos na dívida a dois anos.

    No fim-de-semana intensificaram-se as notícias sobre a pressão na Irlanda para o país recorrer ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Mas um porta-voz do ministro das Finanças Brian Lenihan veio negar que esteja iminente um pedido de auxílio financeiro.

    “Os contactos com os colegas internacionais continuam para debater as actuais condições do mercado. A Irlanda não fez nenhum pedido para ter ajuda externa", garantiu o porta-voz do ministro das Finanças através de um "e-mail" enviado ontem aos meios de comunicação social.

    Esta declaração surge um dia antes de uma reunião dos ministros das finanças da União Europeia e numa altura em que a Alemanha está a pressionar a Irlanda a pedir ajuda externa. No entanto, o governo de Dublin continua a afirmar que não quer e que não precisa de qualquer ajuda da União Europeia.



    in JNeg
     
  7. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Teixeira dos Santos: "Irlanda deve ter em conta o que é melhor para o euro"

    Teixeira dos Santos: "Irlanda deve ter em conta o que é melhor para o euro"


    O ministro das Finanças não quer "dar lições" à Irlanda sobre esta matéria mas manifesta a sua confiança de que a Irlanda "vai tomar a decisão mais adequada para si e para o euro".


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    Teixeira dos Santos diz que o Governo irlandês deve levar em consideração aquilo que é melhor para a Zona Euro e para o próprio país, sobre a questão de pedir ou não auxílio financeiro à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional.
    “Não quero dar lições ao governo irlandês sobre essa matéria”, disse Teixeira dos Santos, em entrevista à agência Dow Jones. “Mas quero acreditar que [as autoridades irlandesas] vão tomar a decisão mais adequada para a Irlanda e para o euro. Creio que eles têm a visão necessária para tomar a decisão correcta".

    O ministro das Finanças acrescentou que os “spreads” da dívida pública portuguesa devem continuar a cair, ajudados pela clarificação por parte dos líderes europeus que apenas a dívida emitida depois de 2013 poderá ser reestruturada com perdas para os investidores.

    Teixeira dos Santos, que admitiu que os receios em torno da solvabilidade irlandesa gerou um “contágio” em Portugal, disse também que o Governo está confiante na obtenção dos objectivos de redução do défice para 2010 e 2011, e que o PSD está igualmente empenhado nesses objectivos.

    O Governo pretende baixar o défice orçamental para 7,3% do PIB em 2010 e para 4,6% em 2011, contra os 9,3% obtidos em 2009.



    in JNeg
     
  8. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Lloyds recomenda comprar dívida a dois anos de países periféricos

    Lloyds recomenda comprar dívida a dois anos de países periféricos


    O Lloyds recomenda comprar dívida das economias periféricas com maturidade a dois anos, que está protegida até à maturidade pelo programa de estabilização do euro.


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    A programa de estabilização do euiro assegura as necessidades de financiamento na Europa até meados de 2013, pelo que os investidores devem aproveitar para comprar dívida pública com maturidade até dois anos, recomenda o Lloyds Banking Group.

    “O programa europeu de estabilidade financeira assegura todas as necessidades de financiamento até meados de 2013, sem pressões europeias para reestruturar a dívida durante este período”, diz a nota de investimento assinada por uma equipa de analistas do Lloyds, citada pela Bloomberg. “Por isso defendemos que se assumam posições na dívida periférica a dois anos, face às obrigações alemãs a dois anos”, acrescentou.

    Hoje, os juros das obrigações da Grécia com maturidade a dois anos recuam 1,9 pontos base para 10,803% e os da Irlanda com a mesma maturidade declinam 12,9 pontos para 5,837%. Já a remuneração das obrigações portuguesas a dois anos ascendem 12,3 pontos para 4,298%.



    in JNeg
     
  9. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Emanuel dos Santos diz não conhecer pressões para Portugal pedir ajuda

    Emanuel dos Santos diz não conhecer pressões para Portugal pedir ajuda


    O secretário de Estado do Orçamento escusou-se hoje a comentar a manchete do jornal i.


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    O secretário de Estado do Orçamento escusou-se hoje a comentar a manchete do jornal i, segundo a qual Portugal estaria a ser pressionado por Bruxelas para aceitar ajuda financeira, afirmando não conhecer a posição oficial da Comissão Europeia.

    A notícia "tem um alcance iminentemente político, e não gostava de me desviar da questão do Orçamento do Estado para 2011. O que está a referir vem nos órgão de comunicação social, vem nos jornais, mas não posso comentar porque em boa verdade eu não conheço a posição oficial da Comissão Europeia, não me foi transmitida a mim, nem tinha que ser", afirmou o governante, no final da intervenção numa conferência da Ordem dos Economistas, em Lisboa.

    "Está nas nossas mãos, e só nas nossas mãos, e principalmente nos representantes que foram eleitos pelos portugueses resolver as dificuldades que Portugal enfrenta", acrescentou o governante.

    "Como português, a minha posição é clara, eu acho que é assim", rematou.

    O jornal i noticia hoje que a Comissão Europeia está a pressionar o Governo português para recorrer ao Fundo de Estabilização Financeira como forma de proteger a moeda única.

    "Os governos de Dublin e Lisboa resistem por razões políticas internas, mas para a União Europeia é muito mais do que isso o que está em jogo: é a defesa do euro", disse uma fonte anónima de Bruxelas ao jornal i.




    in JNeg
     
  10. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Irlanda e Portugal poderão ter que recorrer em simultâneo ao fundo europeu

    Irlanda e Portugal poderão ter que recorrer em simultâneo ao fundo europeu


    Jornal “Público” avança que se a Irlanda recorrer ao fundo de emergência europeu, Portugal deverá ser incluído no “pacote” de ajuda, que será comum aos dois países.


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    Se a Irlanda acabar por se resignar a pedir o apoio do fundo de socorro do euro, não deverá ser o único país a ser ajudado, de acordo com uma noticia da edição online do jornal Público, que dá conta que “Portugal será quase seguramente incluído no que poderá vir a ser um “pacote” comum aos dois países”.

    O jornal salienta que é este o entendimento generalizado em Bruxelas e, citando um alto responsável europeu, que se exprimiu sob anonimato, adianta que Dublin está sob uma forte pressão de várias capitais para pedir a activação do fundo.

    “Se houver um programa [de ajuda à Irlanda] será para os dois países”, afirmou o responsável. Em contrapartida, a Espanha não deverá fazer parte deste “pacote”, mas terá, para isso, de proceder a um novo aperto da austeridade.

    O mesmo responsável deu a entender ao “Público” que a pressão virá igualmente do Banco Central Europeu (BCE), que começa a dar sinais de não poder continuar por muito mais tempo a financiar a Irlanda e Portugal.

    O jornal "i" noticiou hoje, na edição impressa, que perante a ameaça de contágio da crise da dívida soberana a Espanha, que poria em risco toda a zona euro, a União Europeia dá neste momento como certa a ajuda financeira a Portugal e à Irlanda.



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  11. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Teixeira dos Santos admite que risco de recorrer à ajuda da UE é "elevado"

    Teixeira dos Santos admite que risco de recorrer à ajuda da UE é "elevado"

    O ministro das Finanças admitiu que o risco de recorrer à ajuda internacional é "elevado" devido aos crescentes perigos de contágio.


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    "O risco é elevado porque não enfrentamos apenas um problema nacional. Existem os problemas da Grécia, de Portugal e da Irlanda. Não é um problema só nosso", afirmou Teixeira dos Santos em entrevista ao "Financial Times".

    Nesta entrevista concedida ao jornal britânico, Teixeira dos Santos admite que o risco de Portugal recorrer à ajuda internacional é "elevado" devido aos crescentes riscos de contágio através dos mercados financeiros que temem o alastramento da crise dívida pública europeia.

    O responsável pela pasta das Finanças fez questão de sublinhar que este problema não é exclusivo de Portugal – afecta também a Irlanda e a Grécia - e tem implicações na Zona Euro e na sua estabilidade. "E é por isso que a possibilidade de contágio é maior", disse Teixeira dos Santos ao "Financial Times".

    "Os mercados olham para estas economia em conjunto porque todas fazem parte da Zona Euro. Se não tivéssemos na Zona Euro o risco de contágio era menor", adiantou o ministro das Finanças.

    Com esta entrevista a Teixeira dos Santos, o nome de Portugal volta a estar em destaque na publicação britânica, no mesmo dia em que se avolumam as notícias de que a Irlanda está a ser pressionada para recorrer à ajuda da União Europeia.

    Sobre a Irlanda, Teixeira dos Santos adiantou noutra entrevista à agência Dow Jones que o Governo irlandês deve levar em consideração aquilo que é melhor para a Zona Euro e para o próprio país, sobre a questão de pedir ou não auxílio financeiro à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional.

    "Não quero dar lições ao governo irlandês sobre essa matéria", disse Teixeira dos Santos. "Mas quero acreditar que [as autoridades irlandesas] vão tomar a decisão mais adequada para a Irlanda e para o euro. Creio que eles têm a visão necessária para tomar a decisão correcta".

    Teixeira dos Santos adiantou que o custo médio de financiamento de Portugal está nos 3,6%, pelo que se os juros se mantiverem nos níveis actuais nos próximos três anos, este custo médio subirá para 4,9%, ainda assim abaixo do esperado custo de financiamento do fundo europeu de estabilidade finaceira.




    in JNeg
     
  12. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa descem

    Juros da dívida portuguesa descem


    Possível ajuda à Irlanda e a Portugal está a aliviar a pressão sobre os juros da dívida portuguesa e irlandesa.


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    A taxa de juro das obrigações a 10 anos está estável nos 6,744%, de acordo com os preços genéricos divulgados pela Bloomberg. Já nos prazos mais curtos, a tendência é de descida. A “yield” das obrigações a cinco anos desce 5,2 pontos base para 5,627% e os juros da dívida a dois anos recuam 4,9 pontos base para 4,126%.

    Já a Irlanda está a registar quedas acentuadas em todos os prazos. Os juros das obrigações a 10 anos recuam 12,9 pontos base para 8,012% e na dívida a dois anos a queda é de 48,9 pontos base para 5,477%.

    Estas descidas surgem num dia em que a especulação em torno do recurso ao fundo de resgate da União Europeia por parte da Irlanda e de Portugal está a aumentar, ainda que ambos os países tenham reiterado que ainda não pediram qualquer ajuda.

    O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu, em entrevista ao “Financial Times” que o risco de recorrer à ajuda internacional é "elevado" devido aos crescentes perigos de contágio.

    “O risco é elevado porque não enfrentamos apenas um problema nacional. Existem os problemas da Grécia, de Portugal e da Irlanda. Não é um problema só nosso”, disse o responsável nacional.

    Já o jornal “Público” avança que se a Irlanda recorrer ao fundo de emergência europeu, Portugal deverá ser incluído no “pacote” de ajuda, que será comum aos dois países.

    Ainda hoje, Bruxelas admitiu que “a situação das contas públicas irlandesas é grave” e que “há preocupações na Zona Euro sobre a estabilidade financeira da Zona Euro no seu conjunto.”

    Ainda a contribuir para a queda dos juros está a clarificação sobre o mecanismo de estabilização do euro, proposto pela Alemanha. Ao contrário do que os mercados recearam, o mecanismo que prevê que os investidores participem nos custos de um resgate a uma economia só entrará em vigor em 2013. A dívida que já foi colocada no mercado, e as emissões dos próximos dois anos, não contarão para este mecanismo, o que alivia a pressão sobre a dívida dos países periféricos.

    Já os juros da Grécia estão instáveis. Nos prazos mais longos, a tendência de subida, nos juros das obrigações de mais curto prazo a evolução é de descida, isto no dia em que o Eurostat divulgou que o défice orçamental da Grécia, em 2009, não é de 13,6% como constava na última notificação, mas sim de 15,4%.

    Esta é a terceira vez que Atenas revê em alta o défice do ano passado e os números apontam para uma necessidade de mais medidas de austeridade para que a Grécia consiga cumprir a meta de 7% assumida para 2011.




    in JNeg
     
  13. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Nowotny não prevê que Portugal e Espanha peçam ajuda financeira à UE

    Nowotny não prevê que Portugal e Espanha peçam ajuda financeira à UE


    Ewald Nowotny, membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), afirmou hoje que não espera que os apuros da Irlanda se propaguem a Portugal e Espanha, uma vez que as autoridades europeias estão a tentar encontrar uma rápida solução para os problemas de Dublin.

    Ewald Nowotny disse hoje que não crê que Portugal e Espanha peçam ajuda finaceira à União Europeia, mesmo que a Irlanda decida fazê-lo, avança o “iMarketNews.com”.

    A Irlanda deve tentar evitar reestruturar a sua dívida, afirmou aquele que é também o presidente do Austria National Bank, numa entrevista à rádio austríaca ORF.

    “Um país inteiro não vai à falência”, salientou Nowotny. Se bem que a reestruturação da dívida já tenha acontecido no passado, “queremos evitar isso na Irlanda”, acrescentou, citado pelo “site” noticioso.

    Questionado sobre se espera que Portugal e Espanha se sigam à Irlanda, caso este país peça ajuda à UE, Nowotny respondeu: “não, não prevejo isso”.

    “É precisamente por essa razão que a UE quer agora chegar a uma boa e rápida solução para a situação da Irlanda, de modo a que não haja efeito de contágio”, referiu aquele responsável, citado também pela Reuters.

    “Não estou envolvido nos processos políticos directos” em torno da ajuda financeira da UE à Irlanda”, sublinhou.

    “Tudo o que posso dizer é que, do ponto de vista do BCE e, por conseguinte, dos bancos centrais, esperamos que surja o mais rapidamente possível uma resposta capaz de acalmar os mercados e dar um panorama claro para a Irlanda e para os outros Estados da Europa”, disse ainda Nowotny.




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  14. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    RBS acredita que Irlanda recebe ajuda dentro de duas semanas e Portugal num mês

    RBS acredita que Irlanda recebe ajuda dentro de duas semanas e Portugal num mês


    Royal Bank of Scotland (RBS) acredita que a Irlanda vai receber ajuda dentro de duas semanas e Portugal não resistirá mais de um mês.


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    O economista do Royal Bank of Scotland (RBS) para a Zona Euro, Sílvio Peruzzo, acredita que dentro de “uma ou duas semanas vejamos a intervenção na Irlanda e num mês em Portugal”, de acordo com o espanhol “Invertia”.

    “Se contiverem agora o mercado de dívida, será mais fácil” ultrapassar a situação, defende o economista que deixa o alerta: “se não se pára o contágio, a economia pode sofrer um colapso”.

    “Se interviermos agora, estes países vão ficar a salvo”, sublinha.

    Quanto à possibilidade de uma falência, ainda que possível considera “muito difícil” isto porque a “Alemanha não vai deixar que o problema acabe por a afectar”.

    Quanto a Espanha, o responsável diz que é uma economia muito grande para receber um género de ajuda como Grécia, Irlanda ou Portugal.

    “O BCE recorrerá nas próximas semanas à compra de dívida espanhola, para estabilizar o mercado”, acredita.




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  15. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Teixeira dos Santos: "Não há contactos para Portugal recorrer a ajuda"

    Teixeira dos Santos: "Não há contactos para Portugal recorrer a ajuda"


    O ministro das Finanças coloca totalmente de parte a possibilidade de Portugal pedir ajuda à União Europeia. Em declarações ao Negócios desmente a existência de contactos, mesmo que informais, de pedido de ajuda à União Europeia.


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    Teixeira dos Santos desmente a existência de contactos, mesmo que informais, de pedido de ajuda à União Europeia assim como a possibilidade de Portugal e a Irlanda serem intervencionados ao mesmo tempo. E reafirma a política que está a ser seguida por Portugal.

    “Não há qualquer contacto oficial ou informal tendo em vista o recurso à facilidade europeia por parte de Portugal”, afirma o ministro de Estado e das Finanças em declarações ao Negócios pelo telefone, quando questionado sobre a possibilidade de Portugal e a Irlanda serem intervencionados ao mesmo tempo.

    A possibilidade de os dois países recorrerem à ajuda europeia ao mesmo tempo foi avançada pelo jornal Público citando um alto responsável europeu que pediu anonimato.

    “As declarações que fiz ao Financial Times em nada admitem” o recurso ao fundo de ajuda europeu, afirma ainda Fernando Teixeira dos Santos, clarificando as interpretações que estão a ser feitas das suas palavras nessas entrevista dada hoje.

    “A probabilidade de a Irlanda recorrer ao fundo aumentaria a pressão dos mercados sobre Portugal”, acrescenta Fernando Teixeira dos Santos que está em viagem para Bruxelas onde vai participar na reunião dos ministros das Finanças da União Europeia. Ou seja, esclarece, “se a situação irlandesa se deteriorar” Portugal enfrentará maior pressão.

    Questionado sobre se Portugal pressionou as autoridades europeias e de Dublin para que a Irlanda peça ajuda financeira Teixeira dos Santos disse: “Portugal não fez qualquer pressão, isso não é verdade”. Notícias sobre uma eventual pressão de Portugal para uma intervenção na Irlanda foram avançadas este fim-de-semana pela imprensa alemã.

    “Portugal não tem qualquer posição” sobre o que devem fazer os irlandeses, diz Teixeira dos Santos. “As autoridades irlandesas é que têm de decidir e já decidiram que não vão recorrer” à ajuda europeia. Além disso, acrescenta, “não tenho de dar conselhos muito menos a alguém que sabe o quer”.



    Portugal diferente da Irlanda


    Portugal tem uma orientação política clara com objectivos consagrados no Orçamento do Estado que está em aprovação, afirma ainda o ministro das Finanças. Além disso, diz, “Portugal tem ido ao mercado [financiar-se] e este tem mostrado vontade de comprar títulos de dívida pública portuguesa”.

    “A taxa de juro média da nossa dívida pública é de 3,6%”, revela Fernando Teixeira dos Santos, salientando que “não estamos numa situação de insustentabilidade”. Por isso, conclui, devemos seguir o caminho que traçámos.

    O ministro das Finanças diz ainda nas declarações pelo telefone que fez ao Negócios que Portugal e a Irlanda têm situações muito diferentes. “A situação de Portugal e da Irlanda é muito diferente, nós não tivemos uma bolha imobiliária e o sistema financeiro também tem diferenças”, diz.

    “A situação de Portugal está perfeitamente identificada enquanto no caso da Irlanda não é ainda conhecida a extensão dos problemas”, acrescenta o ministro das Finanças.

    O ministro de Estado e das Finanças está a caminho de Bruxelas onde vai decorrer a reunião dos responsáveis das Finanças da União Europeia




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  16. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Governo assume que risco de Portugal pedir ajuda é "elevado"


    Teixeira dos Santos

    Governo assume que risco de Portugal pedir ajuda é "elevado"

    Económico
    15/11/10

    Em declarações ao Financial Times, o ministro das Finanças diz hoje que a probabilidade de Portugal pedir ajuda externa é elevada.

    "O risco [de Portugal ter de recorrer a ajuda internacional] é elevado porque não se trata de um problema nacional ou de apenas um país. São os problemas da Grécia, Portugal e Irlanda. Não se trata de um problema circunscrito a apenas um país", disse o governante português.

    E é devido a esse risco de contágio que o ministro das Finanças admite, pela primeira vez desde a aprovação do Orçamento, que pedir assistência financeira a Bruxelas e ao FMI já é uma hipótese em Lisboa.

    "Isto está relacionado com a zona euro e com a estabilidade da zona euro e por isso é que o contágio é o cenário mais provável. Não é porque os mercados considerem que nós temos situações similares. Elas só são similares em termos do que preocupa o mercado", notou o ministro das Finanças.

    Se a zona euro não existisse talvez a situação fosse diferente, sublinhou Teixeira dos Santos: "Os mercados olham para estas economias da mesma forma porque elas estão juntas na zona euro e talvez pudessem analisar de forma diferenciada se nós não estivéssemos na zona euro. Suponha que não estávamos na zona euro, o risco de contágio poderia ser menor".

    O penalty de Merkel

    Ainda assim, nas contas de Teixeira dos Santos, pedir a intervenção do fundo de resgate europeu não faz sentido actualmente, em termos financeiros. Isto porque, disse ao Financial Times, Portugal está a pagar um custo médio de 3,6% para obter financiamento nos mercados internacionais. E se as taxas se mantiverem nos próximos três anos esse valor poderá subir até 4,9% e, portanto, ainda abaixo dos 5% cobrados pelo fundo europeu, notou.

    No mesmo depoimento, o ministrou culpou a proposta franco-alemã - em que os credores podem ser responsabilizados em caso de incumprimento - pelo recente nervosismo nos mercados de dívida e defendeu uma maneira mais eficiente da Europa comunicar com os mercados.

    "As nossas propostas orçamentais foram recebidas de forma positiva pelos mercados, mas depois as coisas foram invertidas por causa da incerteza em torno do mecanismo para lidar com os resgates", disse Teixeira dos Santos. "Nós estávamos como que num jogo de futebol, muito perto de fazer golo, e quando estávamos prestes a marcar alguém pregou-nos uma rasteira...só que desta vez não houve penalty", ironizou, referindo-se claramente à Alemanha.

    "A informação é o ar que se respira nos mercados. Precisamos que esse ar seja o mais puro possível. Quando é impuro, os mercados ficam intoxicados", concluiu.



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  17. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Irlanda pedirá ajuda dentro de semanas e Portugal no próximo mês


    RBS

    Irlanda pedirá ajuda dentro de semanas e Portugal no próximo mês

    15/11/10

    Sílvio Peruzzo, analista do RBS para a zona euro, diz estar para muito breve uma intervenção externa em Portugal e na Irlanda.

    Dado o perigo de contágio dos problemas desses países é provável que "no prazo de uma ou duas semanas vejamos uma intervenção na Irlanda e, dentro de um mês, em Portugal", disse hoje o especialista do Royal Bank of Scotland (RBS), citado pelo ‘Cinco Días', durante a apresentação das estimativas do banco para o crescimento na zona euro em 2010 e 2011.
    O especialista admite que será "difícil justificar" essa intervenção externa junto dos cidadãos, mas dado o perigo de contágio não resta outra opção a Bruxelas. "Estamos todos ligados e de outra forma não poderia ser ao fim de 10 anos de união monetária", frisou. Por isso, continuou, "se se agir agora a situação pode controlar-se", enquanto se nada for feito "a economia poderá entrar em colapso", referiu. Sílvio Peruzzo diz contudo que esse cenário é muito remoto dado que a Alemanha não deixaria a situação chegar a esse ponto.
    O RBS coloca a Espanha de fora dessa intervenção porque ser um país demasiado grande para ser intervencionado. Ainda assim deixa o aviso de que Madrid poderá ser "atacado pelos mercados num futuro próximo" e antecipa a compra, da parte do Banco Central Europeu, de títulos de dívida espanhola de forma a estabilizar o mercado.



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  18. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    "Não há contactos" e "não está iminente" pedido de ajuda


    Teixeira dos Santos

    "Não há contactos" e "não está iminente" pedido de ajuda

    Económico
    15/11/10

    Depois de admitir ao FT que o risco de Portugal pedir ajuda é elevado, Teixeira dos Santos diz à Reuters que "não há contactos nesse sentido".

    Em declarações à agência, o ministro das Finanças afirma que "não há contactos formais ou informais" para que Portugal seja auxiliado por Bruxelas e garante que tal pedido de ajuda "não está iminente".

    "Não está iminente esse pedido. Não há contactos nenhuns, nem formais, nem informais, de forma alguma. São rumores e especulação, mas não têm comunicado", afirmou.

    O governante descreveu ainda a situação portuguesa como sendo "muito diferente" da Irlanda e defendeu que Portugal tem condições para acomodar e responder as recentes subidas nas taxas de juro.

    "Apesar de serem condições mais penalizadoras, estamos em condições de ir ao mercado pois dado esse nível médio de taxa de juro, temos capacidade de acomodar as actuais condições" e, nesse sentido, "Portugal continua empenhado no financiamento através de mercado e é isso que quer fazer".

    Recusando comentar as suas declarações ao Financial Times - em que admitiu que o risco de Portugal pedir ajuda é "elevado" -, Teixeira dos Santos insistiu nas diferenças entre Lisboa e Dublin. "A situação de Portugal é muito diferente da da Irlanda porque os níveis de dívida e défice públicos são muito inferiores em Portugal", declarou, acrescentando que "felizmente não temos os mesmos problemas da banca da Irlanda".



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  19. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Silva Peneda quer "ofensiva diplomática" do Sul contra a Alemanha


    Reacção

    Silva Peneda quer "ofensiva diplomática" do Sul contra a Alemanha

    Económico com Lusa
    15/11/10

    O Presidente do Conselho Económico e Social critica a "passividade" do governo português em aceitar as orientações da Alemanha.

    "Há passividade a mais a aceitar orientações da Alemanha, sem um contraditório muito forte", afirmou hoje Silva Peneda durante uma conferência sobre 'Pobreza e Exclusão em Portugal', inserida na Semana Social de Gondomar, onde sugeriu uma "ofensiva diplomática" por parte dos países do sul da Europa contra Berlim.
    O antigo ministro do Emprego e Segurança Social, explicou à saída ter "alguma dificuldade em aceitar que estes apertos financeiros tenham sido ditados como foram", com "tudo igual para o espaço europeu", lembrando, a título de exemplo, que "um défice de 3% em Portugal não tem nada a ver com os 3% da Suécia".
    Por esse motivo defendeu que "devia haver uma flexibilidade mais acentuada", com soluções diferentes para situações diferentes.
    "Os países do sul da Europa deviam ter aqui uma estratégia concertada em termos de alguma ofensiva diplomática para que as regras europeias não nos compliquem a vida mas facilitem", salientou o economista.
    Silva Peneda considerou ainda "estranho" que a "evolução do euro não leve à criação de uma única entidade emitente de dívida pública" a fim de existir "um mesmo rating" para a mesma.
    "Com certeza que isso podia levar para soluções mais federais, mas era para mim a solução lógica da solução da dívida pública", justificou.
    Durante a conferência, Silva Peneda defendeu a necessidade de o Estado dar espaço à diferenciação e às soluções locais e de proximidade.
    "Acho que o estado devia ser mais parceiro e motivador do que um estado a controlar ao pormenor. O estado tem um papel a desempenhar, mas não se deve tirar o espaço à criatividade das pessoas que estão nas instituições", explicou.



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  20. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Portugal vai continuar a financiar-se nos mercados internacionais

    Teixeira

    Portugal vai continuar a financiar-se nos mercados internacionais

    16/11/10

    O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, garantiu hoje, em Bruxelas, que se afastou o recurso ao fundo europeu de apoio às finanças.

    Teixeira dos Santos fez este esclarecimento depois de as suas declarações ao jornal britânico Financial Times terem sido interpretadas como tendo admitido que Portugal tinha aberto a possibilidade de recurso iminente à ajuda europeia.
    O ministro das Finanças afirmou esta manhã ao jornal britânico que o risco de Portugal recorrer ao apoio financeiro da União Europeia "é elevado", por se tratar de um desafio à estabilidade da Zona Euro.
    "O risco é elevado porque não estamos a enfrentar um problema nacional ou de um país isolado. São os problemas de Grécia, Portugal e Irlanda. Este não é um problema apenas deste país", afirmou Teixeira dos Santos.
    "Se a Irlanda pedir ajuda, Portugal tem de ter maior firmeza e determinação no caminho que tomou e fazer ver ao mercado que Portugal é diferente da Irlanda", sublinhou o responsável, acrescentando que "o agravamento da situação na Irlanda representa um risco acrescido de contágio para a zona euro. Foi isso que eu disse ao FT. Esse é o caso para Portugal Espanha Grécia e outros. A zona euro potencia o contágio".
    No entanto, a ajuda à Irlanda "será mais uma razão para fazer valer que é diferente e que tem as politicas adequadas", disse o Ministro das Finanças em Bruxelas, onde se prepara para participar na reunião do Eurogrupo, amanhã.



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