Tensão na dívida pública - Fantasma do FMI regressa como ameaça em 2011

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 5, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Tensão na dívida pública

    Fantasma do FMI regressa como ameaça em 2011


    A taxa de juro da dívida pública portuguesa atingiu ontem um novo recorde desde a entrada no euro e subiu mais que a irlandesa. A última emissão de obrigações do Tesouro, este ano, será quarta-feira. Fantasma do FMI adiado para o ano.


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    Os analistas admitem a possibilidade de Portugal ter de recorrer ao fundo de estabilização criado pela União Europeia e pelo FMI no próximo ano, já que em 2010 quer Portugal como a Irlanda têm as suas necessidades de financiamento praticamente satisfeitas.

    O dia de ontem foi marcado por mais uma subida dos juros da dívida de Portugal, com um novo máximo histórico desde a entrada na moeda única. Além disso, e contrariamente ao que tinha acontecido durante a semana, a taxa portuguesa aumentou mais que a irlandesa.




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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    0,345% nos separam do FMI


    0,345% nos separam do FMI

    05/11/10 | Pedro Carvalho




    46.028.000.000 é o valor da dívida que Portugal vai ter de vender no próximo ano a esses malandros que Sócrates não se cansa de apelidar de gananciosos e especuladores.

    46.028.000.000 é o valor da dívida que Portugal vai ter de vender no próximo ano a esses malandros que Sócrates não se cansa de apelidar de gananciosos e especuladores: 10,7 mil milhões é dívida nova que vai servir para tapar o buraco do défice e 35,3 mil milhões de euros é dívida fundada para amortizar os empréstimos que entretanto vencem em 2011 e que serviram para tapar défices antigos.
    Financiar este montante astronómico com juros acima dos 7% é missão quase impossível. E ontem os juros da dívida pública a dez anos voltaram a bater num máximo histórico de 6,655%. Seguindo o raciocínio do ministro Teixeira dos Santos, 0,345 pontos é o que nos separa do FMI. O ministro das Finanças sabe bem o que se passou na Grécia. O governo de Papandreou viu-se grego quando os juros da dívida passaram a barreira dos 7% e só pararam de subir, 30 dias depois, quando chegaram aos 12%.
    Com o Orçamento aprovado, o que é que o Governo tem de fazer para travar a sangria que se assiste no mercado da dívida? Hostilizar aqueles senhores que são investidores quando as coisas correm bem e que são especuladores quando as coisas correm mal? Não! O que o Governo deve fazer é seguir aquela táctica recomendada esta semana por Ferreira Leite no Parlamento: se não gostam dos especuladores que compram a nossa dívida, pelo menos "finjam" que gostam.
    Caso contrário de que serve Sócrates e Costa Pina desdobrarem-se em entrevistas ao Financial Times e à Reuters para mostrar a bondade do nosso Orçamento? De que serve fazer o ‘road show' na China para tentar impingir-lhes a nossa dívida? De que serve pagar 300 mil euros às agências KGA's desta vida para ajudar a vender a imagem do País junto dos mercados financeiros internacionais? Se queremos ser um ‘player' no mercado com um discurso anti-mercado mais vale ir vender frigoríficos para o Pólo Norte. E Teixeira dos Santos que já passou pela CMVM, onde se fazem as regras do mercado, tinha mais do que obrigação de ser mais lúcido quando lida com o mercado e não hostilizar os accionistas da PT com ameaças patrióticas para que se voluntariem e paguem impostos sobre os dividendos que vão receber. E para quem não saiba, alguns dos accionistas da PT (que ontem Sr. Ministro caiu quase 4%) também são compradores da dívida pública portuguesa.



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  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Culpa da subida dos juros é da “execução orçamental”


    Governo

    Culpa da subida dos juros é da “execução orçamental”


    05/11/10

    Partidos dizem que mercados estão a penalizar Portugal pela fraca execução orçamental. Governo diz que são “causas internacionais”.

    Após semanas de tabu, o Orçamento do Estado para 2011, que o Governo dizia ser indispensável para acalmar os mercados, foi aprovado. Um dia depois, esses mesmos mercados internacionais mostraram-se indiferentes à aprovação e continuaram a castigar a dívida portuguesa, aumentando-lhe os juros para máximos históricos. A oposição diz que a culpa é da fraca execução orçamental de 2010. O Governo, pela voz de Silva Pereira, garantiu que "as causas são internacionais". Figuras de destaque da sociedade culpam a crispação política dos últimos dias pela falta de confiança que é demonstrada pelos observadores externos.
    Em Outubro, o ministro das Finanças tinha deixado claro que, se os mercados não acalmassem com as novas medidas de austeridade, então não via "muito mais por onde ir". Marques Mendes, ex-líder do PSD, diz que só haverá uma solução: uma moção de censura, porque "mais vale mudar de Governo" e o PSD "tem autoridade moral e política, tem obrigação de o fazer", disse na TVI24.
    O certo é que, para já, nada mudou na análise que os mercados fazem da situação portuguesa e ontem Vítor Bento preconizava: "A escalada dos juros da dívida pública pode levar a que os líderes desses Estados digam que estão fartos de levar pancada e que mais vale desistir". Sócrates deixou claro que não o fará e garantiu, na entrevista à TVI, que "Portugal não precisa de assistência nem de ajuda para resolver os seus problemas".
    No Parlamento, todos os partidos lamentaram a subida dos juros da dívida, com PS e PSD, parceiros no acordo do OE, a manterem a esperança de que a situação possa ser invertida se continuarem a ser dados sinais de confiança ao exterior. A restante oposição não se mostra surpreendida e garante que a escalada dos juros é a prova de que o Orçamento não serve os interesses do país.



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  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BCE é a chave para travar subida histórica dos juros portugueses


    Economia

    BCE é a chave para travar subida histórica dos juros portugueses

    05/11/10

    A taxa exigida para deter dívida nacional a 10 anos bateu ontem recordes e está cada vez mais perto da zona de perigo definida por Teixeira dos Santos.

    Os mercados estão a pressionar cada vez mais Portugal e o BCE poderá ser o travão à escalada das taxas exigidas pelo mercado. Os juros cobrados ontem pelos investidores para deterem dívida nacional a 10 anos atingiram o valor mais elevado desde 1997. Superaram os 6,6% e estão cada vez mais próximos do patamar de 7% definido por Teixeira dos Santos como o limite a partir do qual se tem de pensar em recorrer a ajuda externa.
    Numa tentativa de acalmar o mercado, o Governo tem-se multiplicado em declarações a descartar um recurso ao FMI e a garantir que o País está a fazer o necessário para evitar um desenlace ao estilo grego. "A aprovação do OE deve afastar Portugal da zona de perigo", referiu José Sócrates ao "Financial Times". A ideia foi reiterada ontem por Pedro Silva Pereira e pelo secretário de Estado do Tesouro. Mas, ainda assim, Bruxelas mandou ontem novo recado: Portugal deve apressar a consolidação orçamental para conseguir um défice inferior aos 4,6% estimados.
    Desde que o Governo e o PSD anunciaram o acordo para viabilizar o OE, os juros da dívida subiram ininterruptamente e a um ritmo vertiginoso. "A velocidade da subida das ‘yields' é preocupante e mostra que a pressão é muito forte e perigosa. Estamos muito perto dos 7% e dependerá se o BCE tomar a decisão de uma intervenção de compra de dívida", disse o administrador da Optimize, Diogo Teixeira, ao Económico.
    Em Maio, o BCE tomou medidas extraordinárias para tentar impedir oscilações anormais dos preços no mercado de dívida. Criou um programa de compra de obrigações, no mercado secundário, dos Países sob maior ‘stress' para normalizar as condições de liquidez e impedir uma escalada dos juros. A medida gerou polémica no Conselho de Governadores e o presidente do Bundesbank já pediu para se terminar com o programa, posição rejeitada por Trichet.



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  5. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juro da dívida portuguesa baixa de máximos


    Dívida

    Juro da dívida portuguesa baixa de máximos


    05/11/10

    O juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos alivia hoje para 6,58%, depois de ter batido novos máximos na sessão de ontem.

    A percepção de risco da parte dos investidores em relação a Portugal está hoje a dar suaves sinais de alívio. Sinal disso é que as ‘yields' genéricas da dívida pública portuguesa, com maturidade a 10 anos, recuavam hoje para 6,581%, depois de terem atingido os 6,655% ontem, o valor mais elevado desde 1997, segundo dados da Bloomberg.
    No mesmo sentido, o juro das OT a 10 anos portuguesas, com maturidade em 2020, também recuava até aos 6,562%, após ter chegado ontem aos 6,626%, um máximo histórico. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.
    O juro das Obrigações do Tesouro a 10 anos irlandesas mantém-se hoje praticamente inalterado face aos novos máximos atingidos ontem, nos 7,656%, depois de o Governo irlandês ter anunciado que vai avançar com cortes orçamentais no valor de seis mil milhões de euros já no próximo ano para baixar o défice.
    Contudo, um outro indicador de risco de Portugal, monitorizado através do preço dos 'credit-default swaps' (CDS) sobre obrigações do Tesouro a cinco anos, subia 5,4 pontos até aos 445,79 pontos, o que significa que os investidores têm de pagar um seguro anual de 445,79 mil euros mensais por esta espécie de seguro contra o eventual incumprimento de Portugal.
    Nota também para a evolução da bolsa nacional, que seguia em forte queda, com o PSI 20 a afundar 1,64% para 7.907,15 pontos.
    "O estado dos investidores é de desconfiança em relação à governação de Portugal. Perdeu-se a confiança", explicou Pedro Lino, presidente da Dif Broker ao Económico.
    "Os mercados não acreditam na execução do Orçamento" português, frisou, acrescentando que "primeiro, há uma aversão cada vez maior em relação à dívida dos países periféricos, devido ao défice da Irlanda. Na Grécia, o défice está constantemente a ser revisto em alta. Em Portugal, nenhum dos PEC foi bem executado".




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  6. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa aliviam de máximos

    Juros da dívida portuguesa aliviam de máximos


    As taxas de juro das obrigações portuguesas estão a cair. A queda é ligeira e reflecte um alívio do máximo de 10 anos atingido ontem.


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    A “yield” das obrigações a 10 anos está a descer 2,2 pontos base para 6,585%, depois de ontem ter tocado nos 6,655%, o que representa o valor mais elevado desde a criação do euro.

    A taxa de juro das obrigações a cinco anos recua 4,4 pontos para 5,429%. Já a dívida a dois anos está a subir 0,6 pontos base para 4,008%.

    Esta tendência está a ser partilhada pela Alemanha, com os juros das “bunds” a 10 anos a descerem dois pontos base para 2,376%, o que coloca o prémio da dívida portuguesa nos 420 pontos base.

    A Irlanda, que ontem apresentou o plano de austeridade, que inclui a redução do défice orçamental para entre 9,25% e 9,50% em 2011, está a registar um aumento de 1,1 ponto base nos juros das obrigações a 10 anos para 7,667%. O ministro das Finanças do país compromete-se a conseguir reduzir o défice para o patamar de 3% em 2014, altura em que o endividamento da Irlanda superará os 100% do produto interno bruto (PIB).

    As taxas de juro da dívida pública portuguesa têm estado a subir nos últimos dias, atingindo novo recorde, a reflectir as dúvidas dos investidores em relação à execução orçamental.

    Neste momento, em causa não está o Orçamento do Estado e as medidas de consolidação orçamental, mas sim o sucesso da concretização das mesmas.




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  7. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Costa Pina diz que juros da dívida portuguesa estão num nível "excessivo"

    Costa Pina diz que juros da dívida portuguesa estão num nível "excessivo"


    O secretário de Estado do Tesouro e Finanças disse hoje que a notícia que dá conta que o FMI afirmou que Portugal enfrenta uma falência quase certa contém interpretações erróneas.


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    Carlos Costa Pina disse hoje que Portugal nunca teve problemas de procura para as emissões de dívida soberana e considera que houve uma interpretação errónea do relatório do FMI.

    "Não vi nas afirmações atribuídas ao Fundo Monetário Internacional (FMI) o que delas se retirou", disse à agência Lusa o secretário de Estado do Tesouro e Finanças, numa alusão a uma notícia do jornal "i" que afirma em manchete que 'FMI lamenta falência quase certa de Portugal', após um relatório divulgado na quinta-feira pela instituição.

    "Não temos, nem nunca tivemos, um problema de falta de procura da nossa dívida por parte de investidores estrangeiros. Sempre tivemos nas colocações efectuadas uma procura superior à oferta, mesmo não considerando a procura de dívida por parte de instituições financeiras portuguesas", afirmou o secretário de Estado.

    Referindo-se ao máximo histórico atingido na quinta feira pelos juros da dívida portuguesa a dez anos no mercado secundário, que chegaram aos 6,607%, o governante considera que este é "um nível de remuneração excessivo face ao respectivo risco", mas acrescenta que Portugal "não é um caso isolado".

    Costa Pina defendeu ainda um aumento da posse de títulos da dívida por portugueses, já que, "comparativamente, Portugal é dos países onde a dívida detida por residentes é menor no stock total da dívida", recordando que, em 2010, apenas 15% da dívida foi adquirida por residentes.

    "Mesmo sendo a dívida colocada sobretudo em instituições estrangeiras, a maior presença das instituições financeiras portuguesas será sempre saudável e não um reflexo de um problema", declarou.



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  8. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Prémio de risco da dívida portuguesa desce para 412 pontos base

    Prémio de risco da dívida portuguesa desce para 412 pontos base


    Juros da dívida pública portuguesa descem, e aliviam do máximo de 10 anos atingido na sessão anterior. O prémio face às obrigações alemãs desce.


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    A “yield” das obrigações a 10 anos está a descer 9,1 pontos base para 6,516%, depois de ontem ter tocado nos 6,655%, o que representa o valor mais elevado desde a criação do euro.

    A taxa de juro das obrigações a cinco anos recua 6,9 pontos para 5,404%. Já a dívida a dois anos está a subir 0,6 pontos base para 4,008%.

    Os juros das “bunds” a 10 anos estão estáveis nos 2,396%, o que reduz o prémio da dívida portuguesa para 412 pontos base.

    A Irlanda, que ontem apresentou o plano de austeridade, que inclui a redução do défice orçamental para entre 9,25% e 9,50% em 2011, está a registar um aumento de 1,4 ponto base nos juros das obrigações a 10 anos para 7,670%. O ministro das Finanças do país compromete-se a conseguir reduzir o défice para o patamar de 3% em 2014, altura em que o endividamento da Irlanda superará os 100% do produto interno bruto (PIB).

    A Grécia volta a ser fustigada pelos receios dos investidores, com os juros das obrigações a 10 anos a subirem 14,6 pontos base para 11,358%. A “yield” da dívida a dois anos está a subir 19,4 pontos para 10,229%.

    As taxas de juro da dívida pública portuguesa têm estado a subir nos últimos dias, atingindo novo recorde, a reflectir as dúvidas dos investidores em relação à execução orçamental.

    Neste momento, em causa não está o Orçamento do Estado e as medidas de consolidação orçamental, mas sim o sucesso da concretização das mesmas.




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  9. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Juros da dívida portuguesa sofreram maior subida semanal desde Maio

    Juros da dívida portuguesa sofreram maior subida semanal desde Maio


    Aprovação do Orçamento não foi suficiente para acalmar os investidores, que continuam a colocar uma forte pressão na dívida pública portuguesa.


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    Os juros da dívida portuguesa a 10 anos terminaram a semana nos 6,49%, um acréscimo de 54 pontos base face ao registado na última sexta-feira, altura que não era ainda certo que o Orçamento do Estado iria ser aprovado.

    Esta subida semanal foi a mais acentuada desde a primeira semana de Maio, período em que a “yield” das obrigações do tesouro a 10 anos saltaram114 pontos base para 6,28%.

    A semana que hoje terminou fica marcada por um novo recorde nos juros que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa, com a “yield” das OT a 10 anos a tocarem ontem nos 6,65%.

    Hoje registou-se um alívio, com os juros a recuarem 11 pontos base para 6,49%, mas o preço que os investidores estão está próximo do nível a que Teixeira dos Santos considerou ser provável Portugal ter que recorrer ao fundo de emergência da União Europeia e ao FMI para se financiar.

    Se nas últimas semanas os investidores tinham mostrado preocupação sobre a possibilidade de Portugal não ter um orçamento aprovado, o acordo firmado no fim-de-semana entre o Governo e o PSD, bem como a votação favorável na quarta-feira, não foi suficiente para retirar Portugal do radar dos mercados.

    A situação da Irlanda - que esta semana apresentou o seu Orçamento – não ajudou, mas foi o facto de poderem ser chamados a pagar a “factura”, se um país recorrer ao fundo de emergência da União Europeia, que mais assustou os investidores.

    O Conselho Europeu discutiu na última semana a possibilidade, defendida sobretudo pela Alemanha, de os investidores em obrigações soberanas terem de assumir perdas cada um país recorra ao fundo de emergência europeu.

    Esta possibilidade levou os investidores a exigirem um maior prémio de risco para comprarem dívida pública dos países periféricos da Europa, o que penalizou sobretudo os juros da dívida de Portugal e Grécia.

    Na Irlanda os juros sofreram uma forte alta nesta semana, atingindo também recordes próximos dos 8% na dívida a dez anos.

    O “spread” da dívida portuguesa face às “bunds” – mede o prémio extra que os investidores exigem para comprar OT em detrimento de dívida alemã – situa-se hoje nos 408 pontos base, ainda algo distante do recorde de 440 pontos base fixado no final de Setembro

    Na Irlanda a “yield” da dívida a 10 anos desceu hoje para 7,62%, com o “spread” face à dívida alemã a situar-se nos 520 pontos base.




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  10. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    BCE comprou dívida portuguesa esta semana


    Frankfurt

    BCE comprou dívida portuguesa esta semana

    05/11/10

    Fontes de mercado avançam que o banco central acelerou a compra de títulos de dívida pública de países do euro em risco, nos últimos dias.

    O Banco Central Europeu (BCE) tem estado a comprar sobretudo obrigações irlandesas com maturidade entre dois e cinco anos, durante o dia de hoje, tendo também já adquirido títulos de dívida pública do país com prazos entre cinco e 10 anos, segundo fontes de mercado citadas pela Reuters.
    As mesmas fontes adiantam que o BCE adquiriu pequenas quantias de dívida portuguesa e grega esta semana e que tem havido um grande aumento dos volumes transaccionados nos mercados de dívida, todos no mesmo sentido, leia-se, de venda, nomeadamente da parte de investidores privados e ‘hedge funds'.
    Um especialista em dívida, que não quis ser citado, adiantou à Reuters que o BCE pode ter comprado dois mil milhões de euros esta semana, o que seria o maior volume desde a última semana de Junho. Note-se que, nas últimas três semanas, o banco central não comprou títulos de dívida pública, mas, no ‘briefing' de ontem, o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, deu a entender que a instituição voltou a comprar títulos de dívida devido às recentes tensões dos mercados.
    É que esta semana o prémio que os investidores exigem para comprar dívida pública irlandesa e portuguesa disparou para máximos recorde, devido aos receios crescentes dos investidores em relação ao eventual incumprimento por parte destes países, e também da Grécia, apesar das medidas de austeridade anunciadas.

    "BCE esteve a trabalhar durante a manhã"

    O analista do Royal Bank of Scotland Silvio Peruzzo considera, por seu turno, que a queda dos ‘spreads' da dívida portuguesa e irlandesa esta manhã foi um claro sinal de que o BCE está de volta aos mercados de dívida.
    "O meu palpite é que têm comprado bastantes títulos de dívida. O facto de os ‘spreads' de Espanha e Itália se terem agravado mas os de Portugal desceram significa que o BCE esteve a trabalhar durante a manhã", explicou.
    Nesta alturaas ‘yields' genéricas da dívida pública portuguesa, com maturidade a 10 anos, recuavam para 6,496%, depois de terem atingido os 6,655% ontem, o valor mais elevado desde 1997, segundo dados da Bloomberg.
    No mesmo sentido, o juro das OT a 10 anos portuguesas, com maturidade em 2020, também recuava até aos 6,476%, após ter chegado ontem aos 6,626%, um máximo histórico. Esta é a linha de dívida pública portuguesa viva com maturidade a 10 anos mais negociada no mercado secundário.
    Esta semana, Portugal emitiu 1.031 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro com maturidade a três e 12 meses. Os juros subiram nos dois leilões e a procura mais do que duplicou a oferta também em ambos os casos.
    No mesmo sentido, também o ‘spread' das OT irlandesas com a mesma maturidade aliviava para 7,608% face aos 7,656% registados no fecho de ontem.




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