Timor-Leste disponível para comprar dívida portuguesa

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 14, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Ramos-Horta

    Timor-Leste disponível para comprar dívida portuguesa

    Económico com Lusa
    14/11/10

    O Presidente timorense revelou que o país poderá vir a comprar, em breve, títulos de dívida pública portuguesa.

    "Não vejo dificuldades em Timor-Leste comprar também dívida pública portuguesa, na medida em que o próprio Governo timorense já tomou a decisão de diversificar a aplicação do Fundo do Petróleo, comprando outras dívidas públicas, incluindo a australiana e de outros países", disse Ramos-Horta, escusando-se a comentar se o tema tinha sido abordado num encontro que hoje manteve com o primeiro ministro de Portugal, José Sócrates, à margem da conferência ministerial do Fórum Macau.
    A compra de dívida pública portuguesa é avaliada à luz da diversificação de investimentos do Fundo do Petróleo timorense, que terá mais de 6.000 milhões de dólares (4,38 mil milhões de euros).
    Instado a comentar quanto poderia Timor-Leste investir, Ramos-Horta disse que é um tema que não lhe compete, mas assegurou que o investimento poderá ser "discutido quando o senhor primeiro ministro Sócrates visitar Timor-Leste".
    "Espero que o possa fazer muito brevemente tendo já manifestado interesse em visitar (Timor-Leste)", disse, salientando que Sócrates "agora está muito interessado em visitar" o país.
    Ramos Horta apontou outros caminhos, que considerou rentáveis, para investimentos em Portugal, nomeadamente em empresas públicas ou semi-públicas como é o caso das energias renováveis ou as telecomunicações.



    in DE
     
  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Cavaco diz que não o choca que Timor-leste possa fazer aplicações em Portugal

    Cavaco diz que não o choca que Timor-leste possa fazer aplicações em Portugal


    O Presidente da República recusa a ideia que o país esteja de “mão estendida”.


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    O Presidente da República disse hoje não ficar surpreendido nem chocado que Timor-Leste, através do Fundo do Petróleo, possa fazer aplicações em Portugal, recusando, contudo, a ideia que o país esteja de “mão estendida”.

    Questionado sobre as declarações do Presidente timorense, José Ramos-Horta de que Timor–Leste poderá vir a comprar, em breve, títulos de dívida pública portuguesa, o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, disse que a perspectiva não o “choca”.

    “Segundo o Presidente Ramos-Horta me explicou várias vezes, existe o Fundo do Petróleo onde estão reservas para o futuro de Timor relativamente às concessões que foram feitas e estão a ser feitas muitas aplicações por parte desse Fundo, penso que muitas nos Estados Unidos”, recordou.

    Por isso, acrescentou, não o "choca” que pudessem fazer “aquisições na Europa e também aquisições em Portugal”.

    Cavaco Silva sublinhou, contudo, que tal “não significa que Portugal esteja de mão estendida”.

    “Por esse mundo fora existem muitos fundos soberanos, que fazem aplicações, aplicações que pode ser em dívida pública, que podem investimentos, podem ser acções do Tesouro norte-americano”, enfatizou.

    Por isso, sustentou, alguns desses fundos soberanos procuram fazer também aplicações nos países do Sul.

    “Não me surpreende que queiram fazer aplicações em Portugal”, acrescentou o Presidente da República, que falava aos jornalistas no final das cerimónias de inauguração de dois colégios privados na zona do Parque nas Nações, em Lisboa.

    Interrogado sobre se alguma vez o Presidente Ramos-Horta já tinha falado consigo sobre a possibilidade de Timor-Leste comprar títulos da dívida pública portuguesa, Cavaco Silva lembrou que o seu homólogo esteve há pouco tempo em Portugal, mas na altura apenas falou na possibilidade de fazer aplicações em “empresas".

    “Almoçou comigo e também com alguns empresários portugueses e ele, em declaração pública, disse que estava interessado em que o Fundo de Petróleo de Timor pudesse fazer aplicações em Portugal, nessa altura referiu empresas”, adiantou.




    in JNeg
     
  3. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Cavaco acha normal que Timor-Leste compre dívida portuguesa


    Presidente

    Cavaco acha normal que Timor-Leste compre dívida portuguesa

    Económico com Lusa
    14/11/10

    Cavaco Silva recusa a ideia de que Portugal esteja de "mão estendida".

    Questionado sobre as declarações do Presidente timorense, José Ramos-Horta de que Timor-Leste poderá vir a comprar, em breve, títulos de dívida pública portuguesa, Cavaco Silva, disse que a perspectiva não o "choca".
    "Segundo o Presidente Ramos-Horta me explicou várias vezes, existe o Fundo do Petróleo onde estão reservas para o futuro de Timor relativamente às concessões que foram feitas e estão a ser feitas muitas aplicações por parte desse Fundo, penso que muitas nos Estados Unidos", recordou.
    Por isso, acrescentou, não o "choca" que pudessem fazer "aquisições na Europa e também aquisições em Portugal".
    Cavaco Silva sublinhou, contudo, que tal "não significa que Portugal esteja de mão estendida".
    "Por esse mundo fora existem muitos fundos soberanos, que fazem aplicações, aplicações que pode ser em dívida pública, que podem investimentos, podem ser ações do Tesouro norte-americano", enfatizou.
    Por isso, sustentou, alguns desses fundos soberanos procuram fazer também aplicações nos países do Sul.
    "Não me surpreende que queiram fazer aplicações em Portugal", acrescentou o Presidente da República, que falava aos jornalistas no final das cerimónias de inauguração de dois colégios privados na zona do Parque nas Nações, em Lisboa.
    Interrogado sobre se alguma vez o Presidente Ramos-Horta já tinha falado consigo sobre a possibilidade de Timor-Leste comprar títulos da dívida pública portuguesa, Cavaco Silva lembrou que o seu homólogo esteve há pouco tempo em Portugal, mas na altura apenas falou na possibilidade de fazer aplicações em "empresas".
    "Almoçou comigo e também com alguns empresários portugueses e ele, em declaração pública, disse que estava interessado em que o Fundo de Petróleo de Timor pudesse fazer aplicações em Portugal, nessa altura referiu empresas", adiantou.



    in DE
     
  4. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Timor-Leste e China correm em auxílio de Portugal


    Macau

    Timor-Leste e China correm em auxílio de Portugal

    15/11/10

    O Fundo de Petróleo timorense está disposto a investir 10% dos seus activos na compra da dívida portuguesa.

    Timor-Leste juntou-se à China na lista dos países asiáticos que estão disponíveis para comprar dívida pública portuguesa. O presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, disse ontem em Macau que a nação asiática quer diversificar as aplicações do Fundo de Petróleo através da compra de dívida soberana de vários países, nomeadamente de Portugal.
    O Diário Económico apurou que o Fundo de Petróleo timorense está, neste momento, avaliado em cerca de sete mil milhões de dólares (5,1 mil milhões de euros). No entanto, de acordo com a lei que criou este fundo, 90% tem obrigatoriamente de ser aplicado na compra de títulos do tesouro dos EUA. Assim, Timor-Leste não disporá de mais de 700 milhões de dólares (511 milhões de euros) para adquirir dívida soberana portuguesa.
    Mas Timor admite levar mais longe os seus investimentos em Portugal. Assim, na lista de compras estão empresas na área das telecomunicações e energias renováveis. Ramos Horta teve este Domingo, um encontro com José Socrates, mas o líder timorense recusou-se a revelar se o tema foi abordado. Sócrates deverá visitar em breve Timor-Leste.



    in DE
     
  5. dirtytuga

    dirtytuga Membro Li-ion

    PORTUGAL DEU MILHÕES, MUITOS MILHÕES A TIMOR
    TIMOR COMPRA DÍVIDA, PAGA COM JUROS DE 6 E TAL POR CENTO
    vIVA A SOLIDARIEDADE PORTUGUESA
    HEHE.
     
  6. jok

    jok Membro Li-ion

    é verdade que da que pensar
    mas mais me choca o caso da banca nacional que tanto quer ajudar o nosso País (bolso deles)

    comprou 300 e tal milhões da dívida nacional pago a 7% pelo estado Português, e esta mesma banca vai buscar dinheiro emprestado ao banco europeu a 1%,
    assim sim..... grandes ajudantes e dinheiro facil ganho com o dinheiro dos outros ,assim também eu comprava divida o que me pagam da para pagar a quem peço emprestado e ainda fico com varias dezenas de milhões no bolso de lucro,
    e depois não consigo compreender estas formúlas usadas no sistema economico
    o banco europeu empresta a banca a 1% e não empresta a qualquer estado membro dentro desses valores,?:icon_nogood:
     
  7. sanespro

    sanespro Membro Digital

    o que mais me choca é de nunca termos tido um governo que reduzisse a divida... é o facto de a ter contantemente aumentado!!! expo98, scuts a torto e a direito, euro2004, tgvs, pontes.... que pouco beneficiaram os portugueses, mas que foram excelentes negoocios para alguns: Mota Engil, Somague, teixeira duarte....

    nao acham estranho o Mota Engil ter ido buscar o SR jorge coelho para administrador??

    que paiszinho este
     
  8. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Ramos-Horta: Se Portugal quer vender dívida, deve tratar já dos detalhes

    Ramos-Horta: Se Portugal quer vender dívida, deve tratar já dos detalhes


    O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, reiterou hoje que o seu país pode adquirir dívida portuguesa, na estratégia de diversificação das aplicações do Fundo Petrolífero, mas advertiu que Portugal tem de avançar com propostas.

    "Se Portugal estiver interessado nisso, os detalhes terão que ser discutidos muito antes da vinda do primeiro-ministro José Sócrates, que penso ser em Janeiro, para permitir ao governo timorense estudar o dossiê", disse.

    Ramos-Horta falava à chegada a Díli, de regresso do Fórum Macau entre a China e os países da CPLP, e adiantou que "o Governo (liderado por Xanana Gusmão) já começou o processo de diversificação das aplicações do Fundo Petrolífero, nos 10 por cento que a lei permite diversificar, além das obrigações do tesouro americano".

    A possibilidade da compra da dívida portuguesa, no âmbito desse processo, é defendida por Ramos-Horta por considerar que não é um investimento arriscado para Timor-Leste e pode ter um retorno "bastante elevado".

    "Portugal não nos abordou nesta questão mas se o primeiro ministro José Sócrates quando vier a Timor, que penso ser em Janeiro, colocar essa questão será bem recebida.

    Não vejo onde Timor-Leste possa perder ou arriscar [se comprar dívida pública portuguesa]", afirmou.

    O Presidente da República justificou a necessidade de Portugal trabalhar rapidamente com as autoridades timorenses, se tiver interesse, porque, dentro do limite de 10 por cento que a actual lei permite para diversificar, algumas decisões foram já tomadas pelo Governo, "nomeadamente de comprar obrigações australianas e mais uma ou outra".

    "A decisão política está tomada, seguindo o Governo uma estratégia de diversificar com prudência. Não irá diversificar (as aplicações) para portfolios arriscados, mas sobretudo para a compra de obrigações", esclareceu.

    Para Ramos-Horta, as dívidas soberanas de países da OCDE industrializados não apresentam alto risco e "a dívida externa portuguesa tem um retorno bastante elevado de cerca de 5 por cento".

    "O retorno das promissórias australianas também é bastante elevado, de 5 a 6% em 10 anos. A decisão política foi feita no sentido de diversificar sim, mas em dívidas soberanas e acredito que Portugal, como país da OCDE, tem garantias sólidas de cumprir no prazo o pagamento desses investimentos", concluiu.

    A lógica do Fundo Petrolífero, actualmente estimado em 4,38 mil milhões de euros, consiste em limitar a três por cento o dinheiro das receitas do petróleo que pode ser gasto pelo governo e usar o restante em aplicações financeiras.

    O objectivo é garantir rendimento às gerações futuras equivalente, ou seja, os tais três por cento, mas também assegurar que o Orçamento do Estado não fique à mercê das flutuações do preço do petróleo.

    A lei estabelece que 90 por cento das receitas que Timor obtém do petróleo e gás são obrigatoriamente aplicadas em títulos do tesouro norte-americano.

    A crise económica mundial e a incerteza que se instalou levou a que as autoridades timorenses procurem agora diversificar as aplicações desse fundo soberano, nos 10 por cento disponíveis.




    in JNeg
     
  9. dirtytuga

    dirtytuga Membro Li-ion

    @jok: Para a Canalha que actualmente governa a Europa e não só, só interessa uma coisa: as negociatas. O povo que pague.
    Acaso já te perguntaste porque é que o governo não lança uma operação de venda de dívida internamente sob a forma de Títulos do Tesouro ou Certificados de Aforro a taxas "apenas" um pouco mais atractivas que as oferecidas pelos bancos nos depósitos a prazo?? Isso foi feito na crise de 83 quando durante uns tempos mandou o FMI.
    A resposta parece-me óbvia: são os banqueiros que mandam nesta treta de país. Os políticos PS/PSD são meros palhaços por eles comandados. Não iriam permitir que o Estado lhes "estragasse" o negócio...

    @Sanespro: Eu sou um naíf mas parece-me que tu abusas. O Jorge Coelho na presidência da Mota Engil, desviando-se o corruptor e corrupto Sr. Mota, discretamente, para o gabinete do lado. Deve ter sido pela competência do JC em engenharia e obras públicas. LOL. E o Ferreira do Amaral na presidência da malfadada LUSOPONTE? (foi ele enquanto Ministro que negociou os contratos com o Estado), também te diz alguma coisa? também te choca?

    Não puxes mais o fio da meada...
     
  10. kadets

    kadets Membro Digital


    Desenrola, não sei é se o servidor têm tanto espaço disponível para tanto fio. :kranke_200:
    Cumps.
     
  11. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Timor-Leste pode comprar até 500 milhões de dólares de dívida portuguesa

    Timor-Leste pode comprar até 500 milhões de dólares de dívida portuguesa


    O presidente da Comissão Parlamentar de Economia e Finanças de Timor-Leste, Manuel Tilman, disse hoje que a Lei do Fundo Petrolífero permite a aplicação de até 500 milhões de dólares (368,9 milhões de euros), na dívida portuguesa.


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    Em declarações à Lusa, Manuel Tilman, do partido Kota, disse concordar inteiramente com as palavras do Presidente da República, acerca da possibilidade de Timor-Leste ajudar Portugal, comprando títulos da sua dívida pública.

    "Nós podemos comprar dívida de Portugal, calculando cinco dos dez por cento que a Lei do Fundo Petrolífero permite. Temos 90% obrigatoriamente aplicados em obrigações do tesouro norte-americano, mas 10% podem ser aplicados noutros activos, como acções, ou obrigações noutras moedas como o Euro", disse.

    Na sua opinião, "calculando a rentabilidade do investimento a longo prazo, e a ligação entre Timor e Portugal e a situação que Portugal tem hoje, as autoridades timorenses podem aplicar no mercado financeiro português comprando dívida, até cerca de quinhentos milhões de dólares" (368,9 milhões de euros).

    "A Lei permite-o. Calculando bem, nós podemos investir uma parte do nosso dinheiro em euros no mercado português, cujo valor máximo pode ir até aos 500 milhões de dólares", sublinhou.

    Para Manuel Tilman, "não haverá impacto negativo para Timor-Leste de fazer a aplicação na dívida portuguesa e há até dois impactos positivos: um económico e financeiro, da remuneração desse investimento, e o outro político, da solidariedade de um país pequeno como Timor, membro da CPLP, que neste momento não tem problemas financeiros, e pode ajudar Portugal".

    "Um dia, se nós tivermos problemas, provavelmente Portugal, Brasil, Angola ou Moçambique poderão ajudar-nos", observou.

    O presidente da comissão parlamentar de Economia e Finanças dá o seu acordo à abertura demonstrada pelo Presidente da República:"Eu concordo com a declaração do Presidente da Republica, no sentido de, fazendo bem os cálculos e cumprindo a Lei do Fundo Petrolífero, podermos investir no país irmão que é Portugal, ajudando a nação portuguesa nesta situação de dificuldade".

    O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, declarou no domingo passado que o seu país poderá adquirir dívida portuguesa, no âmbito de uma estratégia de diversificação das aplicações do Fundo Petrolífero, mas advertiu que Portugal tem de avançar com propostas.




    in JNeg
     
  12. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Timor só compra dívida portuguesa após revisão da Lei do Fundo Petrolífero


    Xanana

    Timor só compra dívida portuguesa após revisão da Lei do Fundo Petrolífero

    Económico com Lusa
    18/11/10

    O primeiro-ministro de Timor-Leste fez hoje depender a eventual compra de títulos da dívida portuguesa da revisão da Lei do Fundo Petrolífero.

    "Disse ao Presidente da República que estamos a apostar na possibilidade de diversificar o investimento do nosso Fundo e estamos num processo de consulta. Isso depois virá a Conselho de Ministros, porque a questão é da Lei do Fundo de Petróleo, e depois de aprovarmos irá ao Parlamento para rever a Lei", afirmou Xanana Gusmão, em declarações à Lusa após reunir-se com o Presidente da República, à Lusa.
    As declarações do primeiro-ministro vão no sentido de que, caso Timor-Leste venha a optar pela compra de dívida portuguesa, só o fará quando não estiver confinado pela Lei a poder aplicar apenas uma pequena percentagem do Fundo, em títulos que não sejam em dólares e do tesouro norte-americano.
    "O Presidente apoia totalmente que temos de diversificar, já que estamos só no tesouro americano e estamos a perder e só diversificando segundo os técnicos que temos ouvido, é que podemos ganhar", declarou Xanana Gusmão.
    Quanto à revisão da Lei, o Conselho de Ministros não tomou nenhuma decisão na reunião de hoje, segundo o chefe do Governo, que revelou estar ainda em fase de auscultação e fez referência a propostas diferentes do prometo elaborado pelo Ministério das Finanças e apresentado em alguns seminários especializados.
    "Ainda estamos nesse processo de consultas, estamos a recolher muitas opiniões, mas claro que terá de ir ao Parlamento", esclareceu o primeiro-ministro, admitindo que com uma boa estratégia de diversificação das aplicações, se a lei for alterada, será
    possível contrair empréstimos, amortizando-os com o retorno desses investimentos.
    "Há ideias contraditórias: uns dizem que não é preciso mexer no Fundo e que podemos recorrer a outros processos (para desenvolver o país). Outros dizem que não e que em vez de recorrer a empréstimos devemos usar o Fundo que é nosso. Eu sou da opinião de que se conseguirmos investir bem o dinheiro, os eventuais empréstimos serão pagos com os juros dessas aplicações. É todo um processo que ainda está em estudo", concluiu.
    A possibilidade de Timor-Leste vir a comprar títulos da dívida portuguesa usando o Fundo Petrolífero, gerado pelas receitas do petróleo, foi admitida no fim de semana pelo Presidente da República, José Ramos-Horta, à margem da conferência entre a China e os países lusófonos.
    Cabe ao Governo a estratégia política de aplicações do Fundo e a sua gestão operacional à Autoridade Bancária de Pagamentos (futuro banco central).
    Desde a criação do Fundo, em 2005, apesar de ainda ter apenas as receitas de um só campo petrolífero Bayu-Undan, de exploração conjunta com a Austrália, a alta dos preços do petróleo fez com que as melhores expectativas fossem superadas e Timor-Leste dispõe hoje de uma situação financeira desafogada, com 6.603 milhões
    de dólares no seu fundo soberano e sem dívida interna e externa.
    A Lei, na redacção actual, obriga a que pelo menos 90% dos proveitos do petróleo têm de ser investidos em títulos do tesouro norte-americanos, com a classificação AA ou superior e a um prazo médio inferior a seis anos.
    O investimento noutros activos não pode ser superior a 10% e terá de ser numa emissão externa, com liquidez e transparência, negociado em mercados financeiros de forte regulação.



    in DE
     
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