Uma saída... chinesa

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 8, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold


    Uma saída... chinesa


    08/11/10 | António Costa




    A China quer comprar dívida pública emitida por Portugal, quer entrar no capital das grandes empresas nacionais e quer promover a recuperação económica do País.

    Num momento em que Portugal atravessa uma crise grave - e da qual, verdadeiramente, ninguém sabe quando sairemos dela - e quando todos olham com desconfiança crescente para o nosso futuro enquanto País, o aparecimento de um D. Sebastião, o presidente chinês Hu Jintao, é, no mínimo, reconfortante. Mas é muito mais do que isso: explica e indica o que pode ser um dos desígnios de Portugal, do País, das empresas e dos cidadãos.
    As iniciativas de um gigante político e económico global podem surpreender, mas apenas os mais distraídos. Vale a pena perguntar, primeiro, porque é que a China tem interesse em investir em Portugal. Não é, seguramente, pela dimensão do nosso mercado interno, nem pelo dinamismo da nossa economia. Aliás, as relações comerciais entre os dois países são mínimas, e o elo de ligação chama-se Macau. É, arrisco dizer, quase exclusivamente pela posição e capacidade de negociação de Portugal e das empresas portuguesas em África e no Brasil, dois mercados onde a China está a posicionar-se para reequilibrar as relações de força com os Estados Unidos. A aposta na União Europeia e no euro e nos mercados emergentes permitem concretizar este objectivo.
    Ora, Portugal tem, aqui, uma oportunidade única: Pertence ao euro e à moeda única e tem relações privilegiadas com África e com o Brasil, factos reforçados pela fragilidade actual e pela necessidade de encontrar novos parceiros e mercados. Vejam-se os casos da EDP e do BCP, duas das maiores empresas nacionais que já estão em África, e aqui Angola é o mercado mais relevante, e no Brasil. E veremos, também, se a Galp não será outra empresa na mira dos chineses.
    Portugal deixa de ser, como que por magia, um País periférico e volta a ser o centro do mundo para uma China que é gigante do ponto de vista económico, mas precisa de ser apoiado politicamente nas instâncias internacionais, de um amigo que não torne a sua entrada no mercado numa invasão não-militar, necessariamente mal-vista e mal-recebida. São estes os factores que tornam Portugal um aliado relevante dos interesses chineses, que não podemos, nem devemos, dispensar.



    in DE
     
  2. badanas

    badanas Staff Moderador Temático Membro Gold

    Peço desculpa a quem magoar a dizer isto

    Mas temos que começar a meter um travao nisto, senao vamos ter que corre-los a mal daqui ...
     
  3. HCKPT

    HCKPT Membro Digital

    Aos Chineses obviamente que interessa que a Europa esteja bem financeiramente, agora vender empresas e divida publica aos Chineses vai ser mau para nos.
     
  4. Zarko

    Zarko Membro Digital

    Um travão em que ???

    Um país falido , governado por imcompetentes, onde todos os dias os jornais anunciam a descoberta de novos casos de corrupção ( cujos autores nunca são condenados) e com uma classe politica que so pensa no seu umbigo , que futuro tem ????

    Nenhum , e , se não for o dinheiro dos chineses estoira.

    Portanto neste momento estão todos de joelhos perante os chineses.
     
  5. jok

    jok Membro Li-ion

    não estamos só perante os Chineses ,mas perante todos.
    Um País falido tem que se sujeitar as regras que os outros lhe impõem é o que faz o dinheiro
    queres? ok as regras são estas é pegar ou largar,

    e neste momento a China é talvez o País no mundo com mais dinheiro em caixa para investir e quando assim é......
    seja China ou outro são os que ditas as leis.
     
LMPC