Vítor Bento alerta para que os orçamentos podem não chegar para acalmar os mercados

Discussão em 'Economia e Finanças' iniciado por JuizDidi, Novembro 4, 2010.

  1. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Vítor Bento alerta para que os orçamentos podem não chegar para acalmar os mercados


    "Os mercados, mesmo vendo os orçamentos do estado serem aprovados, não sabem se serão suficientes para fazer face aos problemas [do défice]", disse hoje na Faculdade de Economia do Porto, o conselheiro de Estado, Vítor Bento, durante uma palestra sobre macroeconomia.


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    "A necessidade de combater o défice é tanta que os efeitos recessivos podem levar a novas medidas de austeridade e a um efeito de espiral", explicou o presidente da SIBS.

    A escalada dos juros da dívida pública pode, inclusive, levar a que os estados digam "que estão fartos de levar pancada". Na óptica do conselheiro de estado, os mercados estão nervosos e isso reflecte-se nas taxas de juro da dívida pública.

    Quanto à origem da crise, Vítor Bento sublinhou a importância das medidas internas para suportar o "sopro dos mercados"e para tal usou a alegoria dos três porquinhos: "a crise internacional é o sopro do lobo, os que resistiram foram os que tinham casa de pedra, a responsabilidade é de quem fez a casa de pedra ou a casa de palha".




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  2. JuizDidi

    JuizDidi Staff Moderador Temático Membro Gold

    Vítor Bento explica crise actual com a fábula dos três porquinhos


    Vítor Bento explica crise actual com a fábula dos três porquinhos


    04/11/10

    Vítor Bento socorreu-se da fábula dos três porquinhos para explicar a actual crise financeira.

    O economista e conselheiro de Estado defendeu hoje, na cerimónia de abertura do ano lectivo da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, que a melhor comparação para analisar o impacto da crise internacional nos diversos países é a fábula infantil dos três porquinhos.
    O argumento de Vítor Bento é que a crise atingiu as nações mais vulneráveis e desequilibradas, da mesma forma que o sopro do lobo colapsou com relativa facilidade as casas de palha e de madeira dos porquinhos mais preguiçosos. A casa de tijolo, no entanto, resistiu.
    "Os países que estão mais vulneráveis eram os que tinham a casa menos arrumada. Os sinais estavam dados mas não lhes ligaram", afirmou Vítor Bento numa lição intitulada "A Crise Financeira e o Regresso da Macroeconomia".

    O economista falou num dia em que os mercados deram novos sinais de nervosismo para com os países tidos como mais frágeis da zona euro - Grécia, Portugal e Irlanda. No caso português, as ‘yields' das obrigações do Tesouro a 10 anos atingiu máximos de 1997 nos 6,655%.



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